sábado, 21 de fevereiro de 2009

não vá se perder por aí

Veja como vem
Veja bem!
Veja como vem...
Vai, vai, vem
Veja bem:
como vai, vem
Veja como vai
Veja bem
Veja bem como vem

Vai vem se ela vai também
Cuidado meu amigo
Não vá se estrepar
Não queira dar um passo mais largo
Que as pernas podem dar
Não se iluda com um beijo
Uma frase ou um olhar
Não vá se perder por aí...

Veja como vem
Veja bem
Veja como vem
Vai, vai, vem
Veja bem
Como vai, vem
Veja como vai
Veja bem
Veja bem como vem

Vai vem se ela vai também

Você é bem grandinho
Já pode se cuidar e
Ir seguindo o seu caminho
Sempre errando até um dia acertar
Mas não tenha muita pressa
Vá tentando devagar
Só não vá se perder por aí...


Nâo Vá Se Perder Por Aí. Os Mutantes. Composição: Arnaldo Dias Baptista - Ritta Lee - Arnolpho Lima Filho(Liminha)

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Cananéia

Quinta-feira passada, 5 de fevereiro de 2009, descemos a Serra da Anta, entre Tapiraí e Juquiá, rumo à Cananéia e à alguns dias de lazer.

Fomos em dois carros: Nazaré e a filha Inêz, vindas de Piracicaba, e eu e minhas gêmeas, Elisa e Eloá, vindos de Itapetininga.

Marcamos o encontro às 10 hs da manhã no trevo da estrada de Sorocaba / Piedade. E, como tudo que é bem combinado acaba dando certo, nos encontramos lá sem nenhum problema e de lá partirmos para o longo - cerca de 200 km - e sinuoso caminho para se chegar em Cananéia.

O trajeto sinuoso inclui a travessia da Serra da Anta, uma grande e densa cadeia de morros e montanhas coberta com o que da Mata Atlântica ainda sobrevive à fúria capitalista dos paulistas.

A Serra - que eu chamo "da Anta" devido a existência de uma bica de água potável em forma de cabeça de anta, localizada na beira da estrada e no meio da Serra, onde os motoristas costumam parar para beber da sua água, fazer xixi ou simplesmente para esticar as pernas e os braços - está situada entre os municípios de Tapiraí e Juquiá, este último sendo passagem obrigatória para quem vai para a rodovia federal BR 116.

Dirigir na Serra da Anta não é coisa das mais fáceis, pois a estrada, além de possuir centenas de curvas fechadas, que não permitem ver com antecedência os veículos que vêm em sentido contrário, também não possui acostamento e com muita facilidade, em dias de chuva, pode sofrer quedas de barreiras e árvores pelo meio do caminho. Toda atenção é pouca por lá (uma regra básica infelizmente nem sempre respeitada).

Depois dos quase 50 km de serra, o próximo passo é alcançar a BR 116, no sentido para Curitiba, e depois de alguns kilómetros pegar a estrada para Pariquera-Açu e daí então, novamente em meio aos morros e montanhas de mata atlântica, seguir cerca de mais 50 km rumo à Cananéia.

E, por fim, depois disso tudo, chegamos lá, no extremo sul do litoral do Estado de São Paulo.

Depois de passarmos pelo portal de entrada (e de saída também, é claro) de Cananéia, telefonamos para a senhora Fátima, com quem havíamos anteriormente combinado o aluguel de uma casa para 3 pernoites. Eu a descobri através de uma pesquisa no internet. Ela nos esperava em frente à Agência do Correio de Cananéia e foi muito amável conosco, nos levando até a casa contratada e nos ajudando em nosso novo ambiente.

E daí tudo aconteceu da melhor maneira. Passamos três dias muito tranquilos e divertidos, enchendo nossos olhos com as peculiaridades da cidade, a beleza do mar e a simpatia dos moradores, sempre gentis com os turistas.

O único "senão" nessa história é quanto ao estado lamentável em que encontramos a cidade de Cananéia, aparentemente abandonada pelos funcionários da Prefeitura, com mato e lixo se amontoando nas ruas e calçadas. Segundo nos explicaram, o prefeito anterior, que está sumido, deixou a Prefeitura completamente quebrada, material e financeiramente, deixando os funcionários municipais sem salários já há 3 meses (é o que me disseram, não estou aumentando).

Aliás, falando nisso, um comentário triste que ouvi de um morador é que a eleição do ano passado foi disputada voto a voto por lá, e só por pouco o ex-prefeito, embora a evidente e escandalosa má gestão, não permaneceu no cargo. Esse fato me fez pensar como nós somos ainda um povo ruim, em que uma grande parte de nós (nós!!) se deixa seduzir com facilidade pelo encanto dos maus políticos.

Também me disseram que o novo prefeito, o médico de nome Adriano César Dias, está muito disposto a botar a cidade em ordem, mas isso vai demorar um bom tempo, dado os estragos dexiados pelo seu antecessor. Todas as pessoas com quem conversei demonstraram respeito e muita esperança pelo novo prefeito. Torço para que ele consiga satisfazer a todos, o mais rápido possível.

Mas, enfim... vamos às fotos:



Um pedaço da mata atlântica, próximo à Juquiá.

Potal da cidade de Cananéia. Colocaram uma caravela portuguesa no ar.

Tabuleta do portal da cidade de Cananéia, onde se lê: "Cananéia, cidade ilustre do Brasil".

A presença portuguesa nos azulejos azuis da porta e das janelas da casa


O artesão Amir Oliveira. Carismático, comunicativo, alegre, Amir também é contador de "causos caiçaras" e "histórias de pescador". Na foto, ele aparece em frente à sua loja na Rua do Artesão. Pode-se ver ali, pela porta da loja, as prateleiras com seus trabalhos. Destaque para as rabecas, que alguns chamam de "viola caipira", feitas por ele com madeira local. Infelizmente, não fotografei suas esculturas de santos em madeira maciça, que são belíssimas.

Aspecto do beco assentado em pedras que vai dar no beira-mar.

Um casario no beira-mar.

Aspecto do beira-mar, visto a partir da balsa que leva ao extremo sul da Ilha Comprida. Se vc clicar na foto vai vê-la ampliada e poder perceber o porto das balsas.

O beira-mar mais de perto. Os três primeiros prédios que aparecem a partir da esquerda da foto são alguns dos bares, lanchonetes e restaurantes mais badalados. Aliás, é na rua em frente a esses prédios, onde existe uma praça e a velha igreja, onde ocorre os agitos noturnos de Cananéia.

Uma balsa estacionada.

O porto de balsas de Ilha Comprida. Para quem não sabe, o centro urbano de Cananéia está situado numa ilha, onde não há praias. Assim, os "cananeeianos" que querem tomar banho de mar e se "empanar" com areia de praia, têm que atravessar a balsa (7,50 por automóvel) e andar mais 3 km até a maravilhosa praia de Ilha Comprida, que é uma vizinha bastante próxima de Cananéia. Além dessa praia, os cananeeianos também têm outras opções, como as prainhas da Ilha do Cardoso e do Ariri. Mas é mesmo lá no pontal da Ilha Comprida que a maioria do povo vai.

Aqui um aspecto dos quiosques da Barraca da Néia, um bar bastante simples e agradável em frente ao mar do pontal da Ilha Comprida. Nós passamos o dia num desses quiosques, bebendo cerveja, brincando, comendo peixes, caminhando, nadando, dormindo, rindo, tomando sol .... foi muito bom esse dia. Aliás, foi tudo bom...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

pode ficar com o que sobrou

Os posts que vão a seguir, linkados como Faixa de Gaza, trazem informações e opiniões sobre o recente ataque do Exército de Israel contra as cidades e as pessoas de Gaza, sob a justificativa de uma auto-intitulada "ação de auto-defesa", impondo mais dor e destruição a uma sociedade praticamente indefesa, há décadas confinada em seu cada vez mais diminuto território.

Desde os últimos dias do ano de 2009 e também da gestão de George Bush, as pessoas de bom senso deste mundo acompanharam com lágrimas nos olhos e aperto no coração as notícias sobre a decisão de Israel em atacar Gaza e fazê-la sofrer 22 dias de pesado bombardeamento por artefatos de alto poder de destruição.

O Governo de Israel se esforçou ao máximo para realizar uma boa propaganda de seu plano de bombardeamento e ataque, lançando a bonita chanceler e ex-agente secreto Tzipi Livini em frente às câmeras de TV para explicar ao mundo que a sua guerra é justa e legítima, mas os fatos falam por si mesmos - a destruição dos prédios e dos campos, os pedaços de homens mortos, as bombas fragmentárias lançadas pelos helicópteros - e qualquer justificativa para tudo isso não passa de sádico cinismo.

Durante o auge do sofrimento dos palestinos de Gaza, que acompanhei principalmente pelo site de notícias do UOL e pela leitura de alguns blogs, uma imagem ficou em minha mente como síntese da estupidez e da violência com que Israel trata os seus vizinhos palestinos, imagem que formei depois de ler a história contada com indignação por Saramago, que vou citar, sobre " um militar judeu partindo à martelada os ossos da mão de um jovem palestino capturado na primeira intifada por atirar pedras aos tanques israelitas ".

A história me chocou tanto quanto às inúmeras imagens que já vi (que todos nós já estamos cansados de ver) em fotografias na internet e reportagens na televisão sobre mortos em explosões por bombas.

Mas nessa história a arma usada é um martelo, não uma bomba. O objetivo do militar não é matar, mas sim provocar dor e assim registrar uma punição menos letal, atingindo apenas a mão e não algum outro órgão vital da vítima. Como o próprio Saramago escreveu sobre esse lamentável militar judeu, com uma ponta de cinismo: "menos mal que não o matou".

A história contada por Saramago é terrível porque revela uma guerra diferente das espetaculares explosões lançadas por aviões e helicópteros, das mortes instântaneas e precisas por armamento especial, das bombas inteligentes e da fuzilaria tecnológica dos soldados, que a mídia diariamente nos empurra pelos olhos e ouvidos como consequência inevitável do progresso, imperativo da economia e da defesa das nações. Essa história é terrível porque revela um governo - Israel - comandado por políticos ambiciosos que instigam e manipulam bandos de assassinos e torturadores para engrossar seu exército e assim realizar seus planos de domínio territorial e expansão econômica.

Acredito que o povo israelense, o bom povo de lá, também não deva concordar com as atitudes de seus atuais governantes. Mas também sei o quanto é difícil para um israelense externar críticas contra o governo de seu próprio país, pois Israel é um Estado totalitário que abusa, como é típico de governos assim, da força policial para coibir manifestações contrárias de seu próprio povo. Por isso, faço questão de notar que todas as minhas críticas aqui feitas são direcionadas ao Governo de Israel e não contra o seu povo, que deve ser formado por pessoas tão boas e tão ruins como são as pessoas do meu próprio povo.

Como um simples cidadão do interior do Brasil, nada mais pude fazer durante os pesados ataques por bombas contra Gaza do que me solidarizar com o sofrimento do povo palestino escrevendo estes posts que aqui vão.

Agora, quero me despedir da tarefa a que me propuz, deixando aqui registrado o meu luto pelos mortos, feridos e vítimas (in)diretas do ato de selvageria cometido pelo Governo de Israel e o meu desejo que o mundo nunca mais presencie e seja vítima de uma imbecilidade como essa cometida por grandes nações.


* * *



Blogs que falam com muita propriedade e sinceridade da vida em Gaza:

From Gaza, with Love. Blog da médica Mona El-Farra, moradora em Gaza. Para a versão traduzida para o português, clique aqui.

Raising Yousuf and Noor: diary of a Palestinian mother. Blog de Laila El-Haddad
jornalista moradora em Gaza. Para a versão traduzida, clique
aqui.

Moments of Gaza. Uncovering the untold - From Gaza to the world. Blog coletivo. Para a versão traduzida, clique aqui.




* * *


Notícias:

O UOL divulgou hoje a notícia da retirada das tropas israelenses de Gaza, após 22 dias de intenso bombardeamento de toda região. Também informou, no entanto, que o exército judeu continuará de prontidão para qualquer "eventualidade", significando a disposição do Governo de Israel em voltar a fazer novos bombardeamentos quando achar necessário.

Segundo
outra notícia do UOL, o Hamas está tentando retomar o controle de Gaza, ou o que sobrou dela e de seus habitantes depois de 22 dias sofrendo impiedoso bombardeamento de suas cidades, campos, estradas, pontes, fábricas, ruas e casas nesta que esperemos seja a última bestialidade cometida pelos governos das nações poderosas representadas pelo senhor George Bush.


O site do grupo Folha de São Paulo também informa que o clima em Gaza, além de desamparo, tristeza e atordoamento pelos 22 dois dias de explosões praticamente ininterruptas, está cheio de indignação, ódio e vingança e que os alguns sobreviventes e parentes das vítimas civis estão agora procurando fazer justiça com as próprias mãos, ferindo ou matando aquelas outras pessoas que são tidas como "colaboradoras de Israel". Isto é, muito sangue ainda vai jorrar, infelizmente, nesse terrível acerto de contas interno.

Não é mera coincidência a retirada das tropas israelenses acontecer um dia após a posse do novo presidente norte-americano. Como já foi dito aqui e também por muitas outras pessoas muito mais entendidas no conflito entre Israel e Palestina do que eu, isso confirma a tese de que a invasão em Gaza deve ser entendida não como um ato autônomo de Israel, mas sim como uma das últimas e desastrosas ações do governo Bush por esse pobre mundo.

* * *
<<------------>> Atualização, 23 de janeiro de 2008: <<------------>>




Clique para ler!!!!!!

1. Primeiros relatos sobre Gaza após 22 dias sob o bombardeamento de artefatos explosivos de alto poder de destruição sob responsabilidade do Governo e do Exército de Israel:




Ruínas, prantos e luto: na Gaza devastada.
Michel Bole-Richard

Gaza, um pesadelo que virou realidade.
Alberto Masegosa

Aos poucos, Gaza recupera a normalidade.
Saud Abu Ramadan

Missão de avaliação da ONU chega à Faixa de Gaza
(notícia da Rádio das Nações Unidas).

Israel destruiu a infraestrutura do futuro Estado palestino (ONU)

Guerra fortaleceu extremistas em Gaza--chefe de agência da ONU.
Stephanie Nebehay.

Quem venceu o conflito em Gaza?
Ulrike Putz / Em Beit Lahia.



2. Acusações por crime de guerra


Tribunal belga pede prisão de chanceler Tzipi Livni de Israel em Bruxelas

Chanceler Tzipi Livni de Israel ignora ameaça de prisão e viaja à Bélgica

Israel cometeu crimes de guerra em Gaza, diz relator da ONU

Investigador da ONU vê indícios de crimes de guerra em Gaza.
Por Jonathan Lynn

Palestino acusa Israel de matar duas filhas; assista


3. A política da guerra e a guerra da política em Israel


Direita de Israel tira vantagem da ofensiva em Gaza

Ministro da Justiça dirigirá defesa por "crimes de guerra"




4. Mais:

Faixa de Gaza no UOL Notícias.

Tizipi Livini.

Chancerle(res) de Israel.


5. A voz de Saramago

Israel e os seus derivados

sábado, 10 de janeiro de 2009

os dois lados

Mais um bom trabalho jornalístico do UOL. Seguindo este link, você vai poder assistir a um rápido debate entre Jamile Latif e Ricardo Berkiensztat, respectivamente representantes das comunidades palestina e judaica no Brasil (foto abaixo).


Os temas discutidos são: a legitimidade do ataque de Israel à Gaza, a legitimidade do Hamas enquanto representante do povo morador em GAza, a crise humanitária que está em curso, as relações e o papel dos EUA e da ONU no atual conflito, as condições para a paz e o que o Brasil pode representar enquanto mediador do conflito.


Tanto Jamile como Ricardo se expressam muito bem sobre os temas, cada um defendendo sua nação. Por isso, acredito que, caso você ainda não tenha uma opinião formada sobre o massacre que está ocorrendo lá em Gaza, e ainda está em dúvida se Israel tem ou não razão em fazer o que está fazendo, sugiro que você consulte estes links (todos em versão traduzida automaticamente pelo Google):

site 1 (site de Eric Hufschmid, dedicado a desmacarar as as armadilhas sionistas na comunicação. É surpreendente)

site 2 (site do jornalista Christopher Bollyn, dedicado a discutir a farsa política por detrás da destuição do Word Trade Center em 2001. Se vc tem medo de teorias conspiratórias, não leia)

site 3 ("rascunhos" do diário de KAWTHER Salam, uma jornalista palestina que vivia em Hebron e convivia diariamente com os soldados israelenses)

site 4 (uma biografia de Rahm Emanuel, senador Democrata escolhido por Obama para fazer parte de seu ministério)


Obs.: de propósito, só listei sites pró-palestina. Acredito que o lobby judeu na TV, na política e nas demais instituições já é suficientemente grande e competente para precisar da minha ajuda.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

tinha de ser o Chávez!

No dia 6 de janeiro de 2008, o presidente da Venezuela Hugo Chávez expulsou o staf da diplomacia israelense de seu país. O corajoso ato foi uma resposta ao massacre comandado pelo governo de Israel contra os habitantes da chamada Faixa de Gaza.
* A expressão "tinha de ser o Chavez" é do seriado mexicano homólogo (Chavo del Ocho).

** A imagem acima, bem como todas as demais relacionadas ao massacre em GAza aqui publicadas, foram obtidas do UOL.

ignorância e concordância

Ontem, entre uma e outra cerveja lá no balcão do Bar dos Amigos (na esquina da R. Expedicionários com Domingos José Vieira), me surpreendi com a opinião de um amigo, uma pessoa bem esclarecida por sinal, sobre o massacre em Gaza.

Basicamente, ele afirmou que o conflito que ocorre ali é "muito confuso", "coisa de loucos e fanáticos", que "ninguém é santo" e que "talvez" os mulçumanos tenham feito "por merecer" o castigo que agora sofrem.

Uau, eu fiquei indignado.

"Sua ignorância sobre as causas do conflito, eu disse, não podem justificar sua concordãncia com aquele massacre."

"Não é que eu esteja concordando, ele completou, apenas acho que não podemos tomar partido numa questão em que não sabemos onde está o certo e onde está o errado."

"Mesmo vendo todas aquelas pessoas mortas e suas cidades destruídas, você ainda acha que não pode tomar partido a favor desse povo infeliz?"

"Não, ele respondeu categórico. Eles não ficam jogando foquetes lá em Israel? Então: será que eles não merecem um castigo?"

"Putz, vc é teimoso, heim?"

domingo, 4 de janeiro de 2009

escritos indignados

1.
Uma seleção de textos esclarecedores e muito sensatos (pois todos são a favor da paz) sobre o massacre promovido pelo Governo de Israel contra o povo palestino, você encontra
aqui , organização e apresentação de Rafael Fortes.
Grande contribuição! Leiam também.

2.
Este me sinto obrigado a copiar (quase) na íntegra, abre aspas:

A sigla ONU, toda a gente o sabe, significa Organização das Nações Unidas, isto é, à luz da realidade, nada ou muito pouco.

Que o digam os palestinos de Gaza a quem se lhes estão esgotando os alimentos, ou que se esgotaram já, porque assim o impôs o bloqueio israelita, decidido, pelos vistos, a condenar à fome as 750 mil pessoas ali registadas como refugiados.

Nem pão têm já, a farinha acabou, e o azeite, as lentilhas e o açúcar vão pelo mesmo caminho.

Desde o dia 9 de Dezembro os caminhões da Agência das Nações Unidas, carregados de alimentos, aguardam que o exército israelita lhes permita a entrada na faixa de Gaza, uma autorização uma vez mais negada ou que será retardada até ao último desespero e à última exasperação dos palestinos famintos.

Nações Unidas? Unidas?

Contando com a cumplicidade ou a cobardia internacional, Israel ri-se de recomendações, decisões e protestos, faz o que entende, quando o entende e como o entende.

Vai ao ponto de impedir a entrada de livros e instrumentos musicais como se se tratasse de produtos que iriam pôr em risco a segurança de Israel.

Se o ridículo matasse não restaria de pé um único político ou um único soldado israelita, esses especialistas em crueldade, esses doutorados em desprezo que olham o mundo do alto da insolência que é a base da sua educação.

(...)


Gaza. By José Saramago. 22/12/2008, 12:03.
O Caderno de Saramago.

O texto de Saramago merecia ser traduzido em várias linguas e espalhado em spam pelos computadores deste mundo.

Homenagem à "Graúna", do Henfil

No final da década de 1970, eu era apenas um adolescente curioso quando, por acaso, frequentando a banca de jornais da rodoviária de Itapeti...