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quarta-feira, 19 de março de 2008

o que me espanta

A data de hoje, 19 de março de 2008, registra na história do Planeta o aniversário de mais um infame acontecimento promovido pelo ser humano: a invasão norte-americana no Iraque.
Toda a mída está relembrando o fato.
Pelo que vi no site do UOL, parece ser unívoca a opinião, entre os jornalistas e os especialistas e política mundial, de que esta é mais uma daquelas absurdas guerras promovidas por alguns grupos poderosos para defender seus interesses político-financeiros.
Hoje, olhando retrospectivamente para todos os argumentos utilizados pelo governo de George Bush para justificar a invasão ao Iraque (existência de armas nucleares, patrocionio do terrorismo, tirania contra o povo e corrupção política), é fácil concluir que tudo isso foi uma falácia usada como estratégia para desviar a atenção pública dos verdadeiros motivos da guerra: o domínio do petróleo e de todo o Oriente Médio.
Aliás, o interessante é que já na época dos "preparativos" para a guerra, quando as batalhas estavam ocorrendo ainda apenas no plano da política internacional, da espionagem e da comunicação, lembro que ninguém (pelo menos entre as pessoas que conheço) acreditava nos argumentos defendidos pelo governo norte-americano.
Todos diziam, com maior ou menor entendimento da coisa: "é tudo pelo petróleo e para vender armas".
Enfim...
Mas, independente da nossa crítica e descrédito, o fato é que a guerra ocorreu e, infelizmente, parece ainda longe de um fim.
Quando penso nessa guerra, hoje, não é tanto a atitude do governo norte-americano e de outros governos que o apóiam o que me espanta. Afinal, não dá para se esperar outra coisa desses governos "imperialistas" (a palavra é fora de moda, mas não achei outra): não foram esses governos que patrocinaram as guerras mundiais? Não foram esses mesmos governos que promoveram novas fortunas pelo mundo afora com o comércio de armas durante as guerras do Vietnam, da Coréia, as guerrilhas africanas e da eterna guerra libanesa?
Com um histórico desses, admirável seria se esses governos defendessem a PAZ!
Por isso, como eu dizia, quando penso na guerra no Iraque, nas terríveis notícias de bombas explodindo e pessoas despedaçadas, o que me espanta mesmo é o fato de existir gente que concorde com isso.
Gente comum, igual a mim e á vc: pagadores de impostos, frequentadores de igrejas, pais zelosos pela educaçao de seus filhos, professores dedicados, policiais corretos, atletas disciplinados, amantes da natureza, eleitores conscientes preocupados com a reforma de suas casas e tb com a reciclagem do lixo e com novas atitudes para evitar o aquecimento global. Enfim, pessoas comuns, que leem jornais e assistem televisão, trabalhando todo dia, cuidando da saúde, dormindo nos sábados á tarde e vendo tv no domingo á noite - o que me espanta é ver essas pessoas apoiando seus governos, votando nos governantes senhores da guerra.
É isso que me espanta.
Não é o general e o político que planejam a guerra e contabilizam as perdas e os ganhos - não é isso o que me me deixa perplexo, não, mas é a coragem do soldado que levanta as armas e a inteligência do eleitor que escolhe tudo isso: isso sim é assustador.


Nas fotos: George Bush com os felizes soldados norte-americanos enviados ao Iraque.
(fotos roubadas do site UOL).

sábado, 30 de dezembro de 2006

mataram Sadan? vixe!

Sadan Hussein está morto.

Se Sadan tinha mais alguma coisa para fazer e dizer antes de morrer, isso nunca mais saberemos.

O que resta de Sadan Hussein agora é a sua lembrança no imaginário mundial.

A imagem de Sadan líder, empunhando revóveres para o ar, reunido com políticos do petróleo, em pé em jipes militares e agora essa sua última imagem, Sadan enforcado, tudo isto pertence agora ao domínio da mídia.

Nada mais Sadan pode fazer ou dizer.

Afinal, morto não fala. Falamos por eles. Amém.

No caso do Sadan, os falcões norte-americanos falarão por ele.

Falarão que Sadan foi capturado em nome da justiça.

Falarão que Sadan foi considerado comprovadamente genocida.

Falarão que sua morte vingará o sofrimentos de milhões de pessoas.

E finalmente falarão: olha, nós somos os justiceiros do mundo e fazemos somente o que é justo. Amém.

Teoria conspiratória: a morte de Sadan foi arquitetada e executada pelos governantes norte-americanos e europeus para atingir 1 objetivo básico:


- satisfazer o desejo de vingança dos altos membros do Partido Republicano, papais judeus, empresários do petróleo, generais e mercenários de toda nacionalidade e da própria família de George Busch, pai e filho, matando, num ritual cercado dos mais sofisticados cuidados militares e judiciais - Sadan - o maior traidor dos negócios do petróleo e da guerra.

Pense na seguinte imagem: Georg Bush abrindo garrafas de champanhe enquanto assiste pelo seu aparelho de tv o enforcamento de Sadan (mas o mesmo não pôde fazer o Ariel Sharon, prêmie judeu, que já está pra lá de Bagdá e dizem q não volta, heheheheh). Mas, enfim, imagine a alegria desses super-poderosos: matamos um traidor e apagamos o arquivo.

E pense mais: nas vantagens que os significados da execução de Sadan podem ter para os interesses da política norte-americana e iraquiana:

- a morte de Sada também satisfaz a vontade de vingança de justiça e paz de uma parte considerável da povo iraquiano, principalmente os xiitas, há vários anos castigado por guerras e desmandos de toda ordem de crueldade e gravidade cometidos durante e após o governo de Sadan (a invasão americana não ajudou em nada e até piorou a qualidade de vida do povo iraquiano),

- o cidadão médio norte-americano ganha reforços nas suas fantasias de potência mundial sobre o seu próprio pais, os EUA e assim a mídia yanque celebra o ameican way of live inculcado nas mentes e corações dos norte-americanos,

O que o Sadan tinha para falar, já falou. Se não falou, azar. Ninguém mais saber.

Aliás, vc sabe se Sadan deu alguma entrevista coletiva depois de preso pelos norte-americanos?

Comente aí, pooor favoooor.

sábado, 1 de julho de 2006

crimes das nações

A desculpa de Israel para a sua mais recente ofensiva militar pelos territórios da Faixa de Gaza e Palestina é a de que o exército israelense quer libertar um de seus soldados.

É uma '"ação anti-sequestro", dizem os porta-vozes dos militares.

Já bombardearam pontes, estradas, edifícios e uma importante central elétrica.

Cerca de 1 milhão de civis palestinos estào sendo diretamente prejudicados com a destruição da já precária infra-estrutura da região.

O número de mortos ainda não foi calculado.

O argumento do exército israelense foi considerado duvidoso até mesmo pelos representantes dos países do G8.

De fato: soldado é treinado e pago para matar ou morrer. Os civis não.

Muitas pessoas acham que Israel comete CRIME ao ordenar um ataque tão desproporcionalmente feroz sobre os palestinos, pois o sequestro de mais um soldado judeu não justifica a matança de milhares de palestinos.

Por isso, é que eu protesto contra Israel e EUA.

Não tenho nada contra as pessoas de Israel e EUA.

Mas sim contra seus governos, pois são governos assassinos.

Tenho certeza que muitos judeus e norte-americanos concordam comigo e também sào contra o que seus governos fazem.

O genocídio árabe-muçulmano é um dos maiores crimes que a humanidade está cometendo após o Holocausto judeu e provavelmente já o ultrapassou em número de mortos.

A matança de muçulmanos (tanto de árabes quanto de outras etnias próximas)
vem ocorrendo de forma sistemática e sempre crescente desde pelo menos o final da década de 1950, com a participação de Israel e EUA.

O Holocausto durou cerca de uma década, tendo seu auge nos primeiros 5 anos da década de 1940. Depois, acabou.

Mas a matança muçulmana não.

No holocausto muçulmano, não se mata com câmeras de gás, mas sim com aviões bombardeiros.

Os muçulmanos vivem mais do que um holocausto: é o próprio Apocalipse.


A Palestina, o Afeganistào, o Iraque e uma boa parte do Paquistão formam juntos um dos maiores campos de concentração a céu aberto no mundo (talvez coisa parecida tb exista na África, nào sei).

Americanos, israelenses e naçoes convidadas fazem regularmente ações de guerra nessas regiões. Gastam milhões de dólares em armamentos e defesa civil cujo valor, se fosse revertido para o bem estar daquela população, com certeza acabaria com qualquer motivo para guerrear.

Mas os EUA e Israel possuem as indústrias bélicas.

A guerra lhes rende dinheiro!! E exploda-se (literalmente) o mundo.

Em cenas diárias de tragédia na televisão, lá se vai a vida de milhares de muçulmanos, uma centena a cada dia.

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°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø,¸ Memória familiar °º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø,¸


Meu avô era palestino. Ele já morava há muitos anos em Itapetininga quando a antiga Uniào Soviética invadiu o Afeganistão e tb quando o Iraque e o Irã estiveram em guerra. Ele não tinha parentes nesses países, mas se identificava com o seu povo, do mesmo ramo árabe.

Mas meu avô faleceu antes do Bush pai ordenar a invasão do Kuait, em 1992. Tenho certeza que ele também condenaria isso e seria hoje um dos mais contrários ao Bush filho.

Lembro de uma história de família, a respeito do último contato que meu avô teve com seus parentes na Palestina. Foi em 1974, quando a irmã de meu avô escreveu e conseguiu remeter de lá de onde estava refugiada, uma carta dando notícia de que ela e os demais parentes estavam morando em uma igreja, pois suas casas foram bombardeadas. Ainda hoje tem na casa de minha mãe fotografias antigas dos parentes palestinos de meu avô. Escaneei várias delas. Um dia com mais tempo, coloco algumas no blog.

Mais recentemente, alguns primos fizeram uma busca via internet de possíveis familiares dos Adas ainda existentes na Palestina e Síria. Parece que não foram feitos grandes sucessos. Tudo leva a crer que os Adas, familiares diretos de meu avô e residentes na Palestina e Síria não existem mais. E possívelmente não morreram por morte natural, mas sim por consequências da interminável guerra que assola aquela região e faz sofrer milhões de pessoas.

Meu avô dizia que a guerra do forte contra o fraco é a mais covarde das agressões.

Ele sempre lembrava que os mortos eram sempre os pobres, os sem escola e oprimidos. Ele não falava bem assim, com todas essas palavras, afinal, meu avô falava do português um pouco mais do essencial para se comunicar com as pessoas. A sua maneira peculiar de falar, misturando língua árabe com brasileira (= português do Brasil) o tornou muito popular em Itapetininga. Até existe uma rua com o nome de meu avô, que fica próxima às lojas de autopeças Zelito e Agapito. É uma rua bem estreita, não deve ter mais de duzentos metros ou dois quarteirões. Eu gosto muito dessa rua. O meu avô cabe inteiro nela.

Mas não é de meu avô que eu estava falando. E sim da atual campanha de bombardeios e matança que o exército de Israel está fazendo na Palestina e, pelo que li agora há pouco, também em uma região da Síria.

É que através dele eu aprendi a odiar a guerra. Embora e felizmente eu nunca tenha vivido uma guerra, graças as histórias de vida de meu avô eu a imaginei muitas vezes, em todo o seu horror.

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°o.O C.o° O °o. r °o.O r °o.O e °o.O n °o.O t O.o° e °o.O



Se vc conhece alguma pessoa NORTE-AMERICANA ou ISRAELENSE ou que tenha contato com pessoas dessas nacionalidades, converse a respeito do genocídio MUÇULMANO que está ocorrendo no Iraque, na Palestina, no Afeganistão, Paquistão e na Chechenia e 'diga para ela encaminhar mensagens a seus governos para que párem imediatamente com isso e que assumam o compromisso de REPARAR o povo muçulmano, dando-lhe a devida assistência humanitária, civil, educacional e conduzindo as pessoas sobreviventes dessa longuíssima guerra de modo a se lhes permitir o reagrupamento populacional e a sua reorganização social e política independente da interferêcia estrangeira.

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Links importantes:

Para uma reflexão sobre o papel da ONU:
http://juliosevero.blogspot.com/2005_02_01_juliosevero_archive.html

Para entender o conflito Israel x Palestina:
http://andorra.indymedia.org/news/2006/06/3647.php

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(¯`·._) Não concorde com a guerra que os EUA
querem impor agora ao Irã!!! (¯`·._)






Homenagem à "Graúna", do Henfil

No final da década de 1970, eu era apenas um adolescente curioso quando, por acaso, frequentando a banca de jornais da rodoviária de Itapeti...