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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

fui de ônibus

No instante da foto 1: o povo pacífico na Rodoviária de Tatuí, SP.
No instante da foto 2: a plataforma 6 do Terminal Rodoviário da Barra Funda, em São Paulo. Enxergou o pombo?
Fui de ônibus para Caraguatatuba. Fui e voltei.
Na ida, fui de Itapetininga para São Paulo de Viação Cometa, fiz baldeação através do Metrô para o Terminal Rodoviário do Tietê, aí tomei a Viação Pássaro Marrom com destino à São José dos Campos, e lá, na rodoviária de São José, Tt foi me encontrar com seu carro. Passamos no Supermercado Piratininga, compramos utilidades domésticas e descemos a serra rumo à Caraguatatuba, via Carvalho Pinto e Tamoios.
Tt foi motorista exemplar e viajamos na maior tranquilité (salve Bebucha!).
Irene nos esperava em casa e chegamos finalmente por volta das 18 horas.
Bueno... e dai se passaram 4 dias de sossego. Que bom!
Pois foi como queríamos e como aconteceu.
Só não durou mais porque os compromissos nos chamaram de volta á rotina.
Para retornar, usei a empresa Viação Litorãnea entre Caraguatatuba e São Paulo e depois fiz "o caminho da roça" (isto é, peguei o Cometa na Barra Funda e aqui estou voltando, Itapetininga...!)
Ps.: Tirei poucas fotos. Vergoinha básica... - tirar foto é sempre uma provocação e nem sempre tenho disposição para isso).
Serviço (des)importante:
Para fazer o trajeto São Paulo-Itapetininga e Itapetininga-SP de ônibus, você vai ter que viajar pela Viação Cometa, pois ela é a empresa que praticamente detém o monopólio do transporte de passageiros entre Itapetininga-SP.
Mas tudo bem, pois os serviços da empresa são bons, quase nunca dão problema.
Se você quiser ir ou vir entre São Paulo e Itapetininga, fora uns dois ou três horários "diretos" oferecidos pela Viação Cometa, você vai ter necessariamente que fazer escala em Tatuí. Isso vai atrasar sua viagem em cerca de 30 minutos, mas não há outra opção. (Já ouvi várias histórias de passageiros que, não sabendo que o ônibus faz escala em Tatuí, desembarcaram nessa cidade pensando que já estavam em Itapetininga e aí se meteram em fria.)
Bem, mas isso não vem ao caso.

Faces desenhadas nos morros ao longo da Rodovia Castelo Branco.

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

o tarô me disse


O ÁS DE ESPADAS
Símbolo fálico, de força e penetrante.
Alude ao uso da força excessiva em defesa de um ideal, ainda que amparado pela lei.

A carta invertida: Nascimento
Carta com o poder de inverter o mal e fazer germinar o bem. Concentre as suas energias em algo que está nascendo: pode tratar-se de fato de um bebê ou de uma relação amorosa feliz e duradoura. Menção a uma pessoa paternal um pouco autoritária.






O TRÊS DE PAUS
Aqui o naipe do dinamismo se encontra com o número da "perfeição" gerando o arcano da realização, extremamente favorável ao "aperfeiçoamento pessoal".

A carta em pé: Empreendimento
Você será favorecido sempre que investir nos estudos e nas empreitadas que visem o seu aperfeiçoamento intelectual. A ousadia de seus atos e idéias poderá ser bastante útil nos negócios. Possibilidade de viagem ou boas notícias iminentes.





O NOVE DE OUROS

Este é o arcano da segurança conquistada, fruto do cruzamento do naipe do dinheiro com o número símbolo do movimento permanente e ordenado.

A carta invertida: Estelionato

O que chega rápido e permanece com a carta em pé, dura pouco e se desvanece com a mesma invertida. Anuncia ainda o arcano que os motivos dos prejuízos também não serão dos mais agradáveis: roubos, trapaças, falta de palavra e de honradez etc. Por isso, fique muito atento para não cair em golpes de terceiros ou nas armadilhas da sorte.


quinta-feira, 6 de julho de 2006

velocidade

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quarta-feira, 21 de junho de 2006

itacidades

São chamadas de pedra,

Mas o solo é de areia.

Os bairros são empoeirados.

As ruas têm buracos.

Nas vilas pobres,
sempre tem criança descalça,
moleque cheirando cola
e algum pai que foi trabalhar na roça.

São cidades com uma pedra no nome.

Que um índio tupi pronunciou:

Ita!
Ita!
Ita!

E um branco português repetiu.

Os brancos ficaram nas cidades.

Dos índios ninguém sabe.

Quando um trator escava a terra,

Lá está a pedra:

Ita!
Ita!
Ita!

(a urna do índio)

terça-feira, 30 de maio de 2006

qual a sua tese, mesmo?

Ontem levei minha dissertação de mestrado para a aula. Eu ia falar de "etapas do processo de pesquisa" e achei que o melhor exemplo que eu poderia dar sobre isso seria o meu próprio. Decidi levar a pesquisa de mestrado e não a do doutorado, pois eu fui mais "c.d.f" na primeira vez, fazendo tudo o que manda o protocolo do bom pesquisador acadêmico.
E assim lá estava eu, na sala de aula, com uma tese na mochila, diante de 30 jovens cabeças. Embora eu não fosse falar do tema da minha pesquisa (a Psicologia e a Pedagogia no Brasil), mas apenas como "isso" foi realizado e chegou ao fim, é claro que fiquei um tanto constrangido. Primeiro, porque poderia parecer autopromoçào e, segundo e mais importante, porque fiquei com sérias dúvidas sobre o interesse que esse tipo de coisa pode ter para alunos de Publicidade e Propaganda.
Daí que deixei para falar da minha pesquisa quase que ao final da aula. Fui retirando da mochila páginas amareladas (ainda datilografadas!) do projeto original, dos relatórios parciais e, por fim, da própria dissertação, tb amarelada e já com sinais da passagem que alguns cupins andam fazendo pela biblioteca aqui em casa.
Quatro ou cinco alunos (ainda bem que existem eles!) pediram para folhear os papéis e a tese.
Fiquei ansioso. O que iriam dizer?
Uns fizeram comentários admirados: "puxa, professor! que trabalhão, hein?", "e o senhor tinha tempo de ver a família"? Outros foram irônicos: "olha, o professor sabe datilografar!"; "ah, quanto o senhor pagou para escreverem isso?"; "onde o senhor comprou essa tese?".
Esses comentários são bem interessantes: eles revelam a visão que a maioria das pessoas tem sobre a pesquisa acadêmica: ela é sobre-humana (ô Pasquale! é assim q se escreve?) e somente os "gênios da raçã" é que podem desenvolvê-la.
A coisa não é bem assim, na verdade. Embora desenvolver uma pesquisa de mestrado ou doutorado imponha certos sacrifícios pessoais e até profissionais e familiares, realizar, hoje, o mestrado ou o doutorado já não é mais como erguer pedras morro arriba.
Primeiro, porque a pós-graduação está cada vez mais ágil, exigindo que os pesquisadores desenvolvam suas pesquisas no menor tempo possível (2 anos para mestrado e 3 para doutorado, em média). Essa redução no tempo de realização dos cursos stricto-sensu foi imposta pela CAPES em meados da década de 1990, atendendo as novas exigências do mercado de trabalho criado pela criação sempre crescente de novas faculdade particulares. Segundo, porque o aumento do número de teses defendidas ocasionou, em contrapartida, a diminuiçào das exigências para a sua realização. Isto é, o Brasil produz hoje mais teses, e, portanto, forma mais mestres e doutores, mas, por outro lado, ainda produz poucas (relativamente) teses realmente boas.
Pode parecer pedante e arrogante da minha parte dizer esse tipo de coisa, pois podem pensar que faço o elogio das minhas pesquisas e critico as dos outros. Não é isso. Até acho que as pesquisas que fiz no mestrado e no doutorado poderiam ser melhores em alguns aspectos (ninguém é perfeito!). A questão que coloco é mais grave, pois se refere à própria natureza da pesquisa nos cursos de pós-graduação: pesquisar para quê? Para formar pesquisadores ou simples professores para as faculdades particulares, a fim de cumprir as exigências da lei (que obriga 2/3 do corpo docente possuir titulação mínima de mestre)?
Esse é um dilema sério da pós-graduação atualmente. Ficam aqui esses pensamentos para os meus alunos pensarem a respeito.

sábado, 25 de março de 2006

santa ignorância

Segundo email q recebi, os diálogos abaixo foram retiradas do livro "Desordem no tribunal" (não sei se existe o livro, nem muito menos seu autor).

Ainda de acordo com o remetente, as frases foram realmente ditas etranscritas textualmente pelos taquígrafos de tribuanis brasileiros.

Não garanto nada. Sei que é divertido.

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Pergunta: Qual é a data do seu aniversário?
Resposta: 15 de julho.
P: Que ano?
R: Todo ano.
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P: Essa doença, a miastenia gravis, afeta sua memória?
R: Sim.
P: E de que modo ela afeta sua memória?
R: Eu esqueço das coisas.
P: Você esquece... Pode nos dar um exemplo de algo que você tenha esquecido?
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P: Que idade tem seu filho?
R: 38 ou 35, não me lembro.
P: Há quanto tempo ele mora com você?
R: Há 45 anos.
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P: Qual foi a primeira coisa que seu marido disse quando acordou aquela manhã?
R: Ele disse, "Onde estou, Bete?"
P: E por que você se aborreceu?
R: Meu nome é Célia.
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P: Me diga, doutor... não é verdade que, ao morrer no sono, a pessoa só saberá que morreu na manhã seguinte?
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P: Seu filho mais novo, o de 20 anos...
R: Sim.
P: Que idade ele tem?
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P: Sobre esta foto sua... o senhor estava presente quando ela foi tirada?
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P: Então, a data de concepção do seu bebê foi 08 de agosto?
R: Sim, foi.
P: E o que você estava fazendo nesse dia?
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P: Ela tinha 3 filhos, certo?
R: Certo.
P: Quantos eram meninos?
R: Nenhum
P: E quantas eram meninas?
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P: Sr.Marcos, por que acabou seu primeiro casamento?
R: Por morte do cônjuge.
P: E por morte de que cônjuge ele acabou?
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P: Poderia descrever o suspeito?
R: Ele tinha estatura mediana e usava barba.
P: E era um homem ou uma mulher?
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P: Doutor, quantas autópsias o senhor já realizou em pessoas mortas?
R: Todas as autópsias que fiz foram em pessoas mortas...
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P: Aqui na corte, para cada pergunta que eu lhe fizer, sua resposta deve ser oral, ok? Que escola você freqüenta?
R: Oral.
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P: Doutor, o senhor se lembra da hora em que começou a examinar o corpo da vitima?
R: Sim, a autópsia começou às 20:30h.
P: E o sr. Décio já estava morto a essa hora?
R: Não... Ele estava sentado na maca, se perguntando porque eu estava fazendo aquela autópsia nele.
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P: O senhor está qualificado para nos fornecer uma amostra de urina?
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P: Doutor, antes de fazer a autópsia, o senhor checou o pulso da vítima?
R: Não.
P: O senhor checou a pressão arterial?
R: Não.
P: O senhor checou a respiração?
R: Não.
P: Então, é possível que a vítima estivesse viva quando a autópsia começou?
R: Não.
P: Como o senhor pode ter essa certeza?
R: Porque o cérebro do paciente estava num jarro sobre a mesa.
P: Mas ele poderia estar vivo mesmo assim?
R: Sim, é possível que ele estivesse vivo e cursando Direito em algum lugar!!

Homenagem à "Graúna", do Henfil

No final da década de 1970, eu era apenas um adolescente curioso quando, por acaso, frequentando a banca de jornais da rodoviária de Itapeti...