Mostrando postagens com marcador guerra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador guerra. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 26 de abril de 2007

guerra suja

The dirty war é um documentário feito por Mariusz Pilis e Marcin, como resultado de nove meses de estadia na Chechenia,um país que vive em estado de guerra já há 15 anos.

Os repórtes foram para a Chechenia após o massacre na
escola russa de Beslan, ocorrido no dia 1 de setembro de 2004.

O vídeo mostra uma Chechenia destruída, de casas em ruínas e vidas empobrecidas pela violência da guerra que se seguiu após a
invasáo russa em 1994.

Nos últimos anos, sob o comando de V. Putin, o exército vermelho fez ações de limpeza étnica na regiáo, promovendo a política da "terra arrasada", isto é, de explodir tudo por onde seus soldados passassem, fosse ponte, aldeia, escola, casa ou hospital.

Há muitos vídeos na internet registrando cenas da violëncia ocorrida na chechenia.

Refugiados chechenos hoje morando em França reclamam da total falta de solidariedade da ONU para com a questão chechena. A midia ocidental, dominada por grandes corporações, tb ignora quase completamente o genocídeo promovido pelo governo russo.

Desde o início do conflito, os chechenos organizaram uma forte resistëncia, a qual, com o passar dos anos, foi se transformando num pequeno exército de guerrilheiros, que se auto-intitulam "mujahidins", famosos por atos de coragem em batalha e de espetaculares açoes de sabotagem.

Hoje os guerrilheiros estáo isolados em pequenos e poucos grupos nas montanhas do cáucaso. Quase todos os seus 'mais importantes líderes já foram mortos pelo exército russo.

As vezes os guerrilheiros fazem novas ações espetaculares, cujo objetivo é sempre chamar a atençào para a causa que defendem.

A primeira a''cào desse tipo ocorreu em 23 de outubro de 2002, quando um comando checheno invadiu um
teatro em Moscou, fazendo centenas de pessoas e tendo como desfecho a morte de 169 pessoas, entre espectadores e guerrilheiros.

O acontecimento foi descrito pela mídia mundial como a''cào terrorista, e o truculento comportamento da polícia russa, nesse caso, foi justificado como necessário pelas autoridades políticas.

Após esse episódio, os guerrilheiros continuaram a fazer atividades de combate, principalmente sob a forma de armadilha e ações relämpago de assalto, levando grandes perdas para os russos. Mas só voltaram a chamar novamente a atençào do mundo quando invadiram a escola na cidade de Beslan.

Tenho um interesse muito grande pelo que ocorre na Chechenia graças ao computador e à internet.

É que em 1996, quando acessei pela primeira vez a internet, fiz meu cadastro no site da
Human Rights Watch e escolhi, náo sei bem porque, as news letters relativas ao conflito russo-checheno, que já estavam, entáo, há dois anos em guerra.

As notícias vinham em inglës, assinadas por uma certa Maria, cujo nome completo náo lembro.

Apesar do meu inglês macarrônico, consegui entender o suficiente para concluir que os russos estavam cometendo um grande crime contra uma naçào muito inferior militarmente.

Agora, vendo as cenas da guerra do Iraque na televisáo, constato que o mesmo crime está se repetindo, desta vez por mãos do capitalismo norte-americano.

Pobre povo muçulmano!
Pobre povo arábe!
Sáo duas potências a destruí-los!


domingo, 21 de janeiro de 2007

Bush na cadeia!


Bush merece ser condenado à morte, por conduzir políticas genocidas em países do oriente médio?

Muitos leitores do Pensamento Comum fizeram questão de lembrar, quando essa questão foi feita aqui no blog pela primeira vez, que matar é sempre condenável, mesmo que em nome de uma pretensa justiça (justiça? o que será isso?).

Outros lembraram que não é do espírito do Pensamento Comum alimentar qualquer tipo de ódio, violência ou vingança.

Concordo.

Mas o infeliz presidente dos EUA não pensa o mesmo que nós, pacatos cidadãos do terceiro mundo.

Na sua mais recente declaração ao povo norte-americano, no último dia 10 de janeiro, Bush fez a mais dura e direta ameaça de bombardear mais dois país outros países muçulmunos, o Irã e a Síria.

O seu discurso é hipócrita, medíocre e cínico.

Bush volta a usar a mesma estratégia psicológica já usada logo após o 11 de setembro de 2001 (quando ruiu o Word Trade Center): a de causar pânico no cidadão norte-americano comum, dizendo-lhe que sua cômoda vida de consumidor de primeiro mundo tem os dias contados caso não seja feito nada contra os árabes e muçulmanos.

Uma de suas afirmações, para justificar o bombardeamento do Irã e da Síria é a de que esses países comandam o terrorismo internacional (o que pode até ser verdade, já que é de se esperar que os governos desses países façam as ações q estão ao seu alcance para se defender de um gigante militar como os EUA e Israel).

Numa situação de medo, Bush se apresenta então como o herói salvador da nação yanque.

É assim que ele espera legitimidade para mandar para os ares essas milenares civilizações.

Eca!

Bom, se condená-lo a morte está fora de cogitação em nossas mentes católicas, alguma outra coisa deve ser feita para deter George Bush, o insano.

Eu penso no seguinte: vamos pedir para prendê-lo! Bush e todo seu staff.

E que todo dinheiro acumulado pelas pessoas e organizações que patrocionam a carnificina contra os árabes e muçulmanos seja confiscada para compensar os danos causados pelas invasões norte-americanas e européias nos países do oriente médio.

domingo, 7 de janeiro de 2007

professor, pense nisso


Crianças são levadas para acampamento militar na província de Kiryat Shmona - próxima à fronteira do Libâno - e escrevem mensagens em bombas de artilharia pesada do exército de Israel.

Crianças que poderiam estar escrevendo sinceras cartas de entendimento e paz, estavam ali para escrever, na fria chapa de ferro das bombas, as mensagens de escárnio e desprezo que mais tarde iriam explodir do lado de lá da fronteira, sobre as cidades e os campos libaneses, assassinando outras crianças.

Denúncia feita no blog debuxos.

Comentário de Álvaro Iriarte Sanromán: "Nem a juventude hitleriana conseguira imaginar tal perversidade."

O Pensamento Comum condena a covarde guerra de destruição civil que alguns governos, entre eles o israelense, promovem contra povos indefesos, pois infinitamente inferiores em poderio militar se comparados com os exércitos dos governos dominantes.

O Pensamento Comum condena a educação para a guerra e o ódio étnico.

São covardes as antigas e as atuais guerras promovidas por esses governos no Vietnan, Coréia do Norte, Afeganistão, Chechenia, Libano e Iraque - alguns países que lembro agora, mas sei que essa lista é maior, infelizmente...

O Pensamento Comum é contra as armas.

O Pensamento Comum é a favor da educação para a convivência e a para a paz.


Depois de ler essa denúncia, fiquei com desejo de copiar a foto acima no peito da minha camiseta e escrever:

PELA ABOLIÇÃO MUNDIAL DAS ARMAS

ARMAS DESTROEM PESSOAS, FAMÍLIAS, CIDADES E O PLANETA TODO.

sábado, 1 de julho de 2006

crimes das nações

A desculpa de Israel para a sua mais recente ofensiva militar pelos territórios da Faixa de Gaza e Palestina é a de que o exército israelense quer libertar um de seus soldados.

É uma '"ação anti-sequestro", dizem os porta-vozes dos militares.

Já bombardearam pontes, estradas, edifícios e uma importante central elétrica.

Cerca de 1 milhão de civis palestinos estào sendo diretamente prejudicados com a destruição da já precária infra-estrutura da região.

O número de mortos ainda não foi calculado.

O argumento do exército israelense foi considerado duvidoso até mesmo pelos representantes dos países do G8.

De fato: soldado é treinado e pago para matar ou morrer. Os civis não.

Muitas pessoas acham que Israel comete CRIME ao ordenar um ataque tão desproporcionalmente feroz sobre os palestinos, pois o sequestro de mais um soldado judeu não justifica a matança de milhares de palestinos.

Por isso, é que eu protesto contra Israel e EUA.

Não tenho nada contra as pessoas de Israel e EUA.

Mas sim contra seus governos, pois são governos assassinos.

Tenho certeza que muitos judeus e norte-americanos concordam comigo e também sào contra o que seus governos fazem.

O genocídio árabe-muçulmano é um dos maiores crimes que a humanidade está cometendo após o Holocausto judeu e provavelmente já o ultrapassou em número de mortos.

A matança de muçulmanos (tanto de árabes quanto de outras etnias próximas)
vem ocorrendo de forma sistemática e sempre crescente desde pelo menos o final da década de 1950, com a participação de Israel e EUA.

O Holocausto durou cerca de uma década, tendo seu auge nos primeiros 5 anos da década de 1940. Depois, acabou.

Mas a matança muçulmana não.

No holocausto muçulmano, não se mata com câmeras de gás, mas sim com aviões bombardeiros.

Os muçulmanos vivem mais do que um holocausto: é o próprio Apocalipse.


A Palestina, o Afeganistào, o Iraque e uma boa parte do Paquistão formam juntos um dos maiores campos de concentração a céu aberto no mundo (talvez coisa parecida tb exista na África, nào sei).

Americanos, israelenses e naçoes convidadas fazem regularmente ações de guerra nessas regiões. Gastam milhões de dólares em armamentos e defesa civil cujo valor, se fosse revertido para o bem estar daquela população, com certeza acabaria com qualquer motivo para guerrear.

Mas os EUA e Israel possuem as indústrias bélicas.

A guerra lhes rende dinheiro!! E exploda-se (literalmente) o mundo.

Em cenas diárias de tragédia na televisão, lá se vai a vida de milhares de muçulmanos, uma centena a cada dia.

><><><><><><><><>><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><

°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø,¸ Memória familiar °º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø,¸


Meu avô era palestino. Ele já morava há muitos anos em Itapetininga quando a antiga Uniào Soviética invadiu o Afeganistão e tb quando o Iraque e o Irã estiveram em guerra. Ele não tinha parentes nesses países, mas se identificava com o seu povo, do mesmo ramo árabe.

Mas meu avô faleceu antes do Bush pai ordenar a invasão do Kuait, em 1992. Tenho certeza que ele também condenaria isso e seria hoje um dos mais contrários ao Bush filho.

Lembro de uma história de família, a respeito do último contato que meu avô teve com seus parentes na Palestina. Foi em 1974, quando a irmã de meu avô escreveu e conseguiu remeter de lá de onde estava refugiada, uma carta dando notícia de que ela e os demais parentes estavam morando em uma igreja, pois suas casas foram bombardeadas. Ainda hoje tem na casa de minha mãe fotografias antigas dos parentes palestinos de meu avô. Escaneei várias delas. Um dia com mais tempo, coloco algumas no blog.

Mais recentemente, alguns primos fizeram uma busca via internet de possíveis familiares dos Adas ainda existentes na Palestina e Síria. Parece que não foram feitos grandes sucessos. Tudo leva a crer que os Adas, familiares diretos de meu avô e residentes na Palestina e Síria não existem mais. E possívelmente não morreram por morte natural, mas sim por consequências da interminável guerra que assola aquela região e faz sofrer milhões de pessoas.

Meu avô dizia que a guerra do forte contra o fraco é a mais covarde das agressões.

Ele sempre lembrava que os mortos eram sempre os pobres, os sem escola e oprimidos. Ele não falava bem assim, com todas essas palavras, afinal, meu avô falava do português um pouco mais do essencial para se comunicar com as pessoas. A sua maneira peculiar de falar, misturando língua árabe com brasileira (= português do Brasil) o tornou muito popular em Itapetininga. Até existe uma rua com o nome de meu avô, que fica próxima às lojas de autopeças Zelito e Agapito. É uma rua bem estreita, não deve ter mais de duzentos metros ou dois quarteirões. Eu gosto muito dessa rua. O meu avô cabe inteiro nela.

Mas não é de meu avô que eu estava falando. E sim da atual campanha de bombardeios e matança que o exército de Israel está fazendo na Palestina e, pelo que li agora há pouco, também em uma região da Síria.

É que através dele eu aprendi a odiar a guerra. Embora e felizmente eu nunca tenha vivido uma guerra, graças as histórias de vida de meu avô eu a imaginei muitas vezes, em todo o seu horror.

><><><><><><><><>><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><

°o.O C.o° O °o. r °o.O r °o.O e °o.O n °o.O t O.o° e °o.O



Se vc conhece alguma pessoa NORTE-AMERICANA ou ISRAELENSE ou que tenha contato com pessoas dessas nacionalidades, converse a respeito do genocídio MUÇULMANO que está ocorrendo no Iraque, na Palestina, no Afeganistão, Paquistão e na Chechenia e 'diga para ela encaminhar mensagens a seus governos para que párem imediatamente com isso e que assumam o compromisso de REPARAR o povo muçulmano, dando-lhe a devida assistência humanitária, civil, educacional e conduzindo as pessoas sobreviventes dessa longuíssima guerra de modo a se lhes permitir o reagrupamento populacional e a sua reorganização social e política independente da interferêcia estrangeira.

><><><><><><><><>><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><

Links importantes:

Para uma reflexão sobre o papel da ONU:
http://juliosevero.blogspot.com/2005_02_01_juliosevero_archive.html

Para entender o conflito Israel x Palestina:
http://andorra.indymedia.org/news/2006/06/3647.php

><><><><><><><><>><><><><><><><><><><><><><><><><><><><>


(¯`·._) Não concorde com a guerra que os EUA
querem impor agora ao Irã!!! (¯`·._)






Homenagem à "Graúna", do Henfil

No final da década de 1970, eu era apenas um adolescente curioso quando, por acaso, frequentando a banca de jornais da rodoviária de Itapeti...