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sexta-feira, 9 de maio de 2008

diálogo interessante

Vendedora animada - aproveite levar que está barato.
Eu-consumidor-de-liquidação - É. Tá barato mesmo.
Vendedora animada - É
que nós vamos mudar de ramo.
Eu-consumidor-de-liquidação -
Ah, é? Cansaram de vender roupas?
Vendedora animada - O comércio está muito difícil.
Eu-consumidor-de-liquidação -
E vão fazer o quê agora?
Vendedora animada - Meu marido achou melhor montar uma ong.
Eu-consumidor-de-liquidação - Uma ong?
Vendedora animada - É. Ele estudou bem a coisa e decidiu montar um ong aqui. Por isso que estamos liquidando.
Eu-consumidor-de-liquidação - Ah, entendi. Vcs não vão mudar de lugar, nem fechar o ponto. Só trocar de comércio.
Vendedora animada - Quero dizer. Ong não é comércio, né? É outra coisa. É como escritório. Mas é melhor do que loja. É algo mais garantido.
Eu-consumidor-de-liquidação -
Sei. E ong de quê vcs vão montar?
Vendedora animada - De ecologia.
O diálogo é verdadeiro. Podia acontecer em qualquer lugar, mas aconteceu aqui.

terça-feira, 25 de março de 2008

o vil metal

A última "moda" agora entre os ecologistas é calcular o custo material de um determinado tipo de consumo humano para o ambiente.
Por exemplo, para um cidadão carnívoro qualquer poder encontrar um quilo de carne num balcão de açougue legalizado (nos ilegais a situação é diferente), o custo material disso para o meio ambiente é de nada menos do que 15 mil litros de água jogados fora. Isso mesmo: QUINZE MIL LITROS DE ÁGUA PARA CADA QUILO DE CARNE!
Hoje o site do UOL publicou uma reportagem (somente para assinantes) sobre o custo ambiental da produção de ouro.
Sabe aquele anel de ouro com o qual os casais costumam simbolizar o seu amor? Pois é, esse anel não sai por menos de 20 toneladas de resíduos potencialmente tóxicos lançados na atmosfera ou nos rios próximos às minas.
Como os casais costumam usar dois anéis, isso significa que um casamento tradicional produz no mínimo 40 toneladas de resíduos (sem contar o impacto ambiental dos convites, dos telefonemas, da festa, etc.).
A reportagem vai um pouco além dos problemas ambientais, e discute também a exploração da mão de obra dos mineradores de ouro e a corrupção associada à fiscalização das minas.

segunda-feira, 30 de abril de 2007

ilha das flores

O Youtube é maravilhoso. Encontrei agora o documentário Ilha das Flores, produzido em Porto Alegre em 1989.
Acho que Ilha das Flores é um dos documentários brasileiros mais conhecidos no meio dos professores.
Lembro que eu vivia exibindo esse filme para meus alunos da rede estadual, tanto aqui em Itapetininga como tb lá em Tatuí, na escola " Baráo de Suruí" (será que eles se lembram disso?).
Ilha das Flores tem uma linguagem ágil, irônica mesmo, chegando ao final a um cinismo desconcertante.
Afinal, a narrativa vai (re)construindo uma realidade cotidiana, que é o simples ato de comprar um tomate no supermercado, perseguindo a trajetória desse tomate até o mesmo se transformar em lixo doméstico e seguir caminho ao depósito de lixo de Porto Alegre, que fica na ilha chamada "das Flores".
O documentário desvenda a realidade que se esconde por trás desse acontecimento táo banal, fazendo surgir a triste vida das pessoas que vivem daquilo que nós, higiênicos espécimes da classe média capitalista, jogamos no lixo - no caso, um simples tomate.
O vídeo está dividido em duas partes.
Sáo apenas 13 minutos de duraçào.



Ilha das Flores - Parte 1:


Ilha das Flores - Parte 2:


Ficha Técnica

Ilha das Flores
País/Ano de produção:- Brasil, 1989
Duração/Gênero:- 13 min., documentário
Disponível em vídeo (na fita "Curta com os Gaúchos")
Direção de Jorge Furtado
Roteiro de Jorge Furtado
Elenco:- Ciça Reckziegel, Gozei Kitajima, Takehijo Suzuki.
Narração de Paulo José.

Homenagem à "Graúna", do Henfil

No final da década de 1970, eu era apenas um adolescente curioso quando, por acaso, frequentando a banca de jornais da rodoviária de Itapeti...