quarta-feira, 12 de abril de 2006

pensamentos de lobisomem





( )

lua cheia.

uivam ao léu os cachorros:

- aaauuuuuuuuu!!!!!

o por do sol na rua onde moro

resultados da pesquisa

O jornalismo da TVTem de Itapetininga é imparcial?
Essa era a pergunta de uma pesquisa que ficou aqui no Pensamento Comum por mais de duas semanas. Resultado:

imparcial 1 x parcial 2

Com tào poucos votantes, não dá para concluir nada disso.
Assim, rogo aos meus leitores: votem nas pesquisas do Pensamento Comum!!!!

segunda-feira, 10 de abril de 2006

marvada língua portuguesa

as vezes releio o que escrevo e, puxa, que decepção! cada frase mal montada, cada concordância mal concebida, cada palavra mal colocada! credo cruiz! me sinto um daqueles escreventes de cartório: escreve sim, mas escreve mal. que os doutos na língua me perdoem! amém!

sábado, 8 de abril de 2006

retrato do professor quando jovem


Como essa foto prova, eu já tive cabelos... A foto deve ser de 1993 ou 94, quando eu tinha então 29/30 anos. Encontrei-a no arquivo da faculdade onde trabalho. O Thomas escaneou e agora estou aí, revivido.

música e literatura

Nesses tempos da nova ignorância comandada pela mídia eletrônica, é comum ouvir das pessoas, jovens ou adultas, que não gostam de ler. Os especialistas em leitura costumam atribuir essa indisposição aos livros como efeito das poucas oportunidades de leitura prazerosa que o nosso sistema educacional oferece à grande massa, como também ao próprio estilo de vida moderno, cuja notória e histérica futilidade dos seus meios de comunicação parece agir de modo concorrente à leitura.

Dentro do meu melhor estilo de "herói das causas perdidas", vou fazer aqui uma pequena contribuição para a valorização da leitura, chamando a atenção dos meus parcos leitores para as relações entre música brasileira e literatura.

Começando pelo
legendário Renato Russo.

Dizem que ele amava os livros, assim como a sua guitarra. Nas suas músicas, ele faz várias referências á literatura. "
A Montanha Mágina", do disco "V", por exemplo, é o título do livro homônimo escrito por Thomas Mann em 1924. Já aquele famoso verso da música L'age d'or "o maior mistério é não haver mistério algum" é uma estrofe do também famoso poema "O guardador de rebanhos" e, indiretamente, ao "Primeiro Fausto", ambos de Fernando Pessoa.
Além dessas referências clássicas, Renato Russo também esbanjou cultura quando musicou a belíssima "Love Song", uma cantiga de amor do século XIII, atribuida a Nuno Fernandes Torneol. A igualmente bela "Monte Castelo" tem duas referências literárias: a primeira vem da bíblia (I Coríntios 13) e a outra é do "Soneto 11" de Luís de Camões. Se vc ouvir com atenção as músicas do Legião, vc ainda vai encontrar muitas "ressonâncias" literárias, que podem ser identificadas no estilo de algumas de suas letras (veja p. ex. "Metal contra as nuves" e "Vento no litoral"). Essas letras podem muito bem ser incluídas no rol da antologia da poesia brasileira. Isto é, se vc ouve Legiào Urbana, saiba que está consumindo boa literatura (tá bom! é um exagero essa última afirmaçào..., afinal o Renato Russo não era lá tão bom compositor assim...).
Vamos agora para a refinadíssima
Adriana Calcanhoto.

Adriana Calcanhoto vestindo o parangolé de Hélio Oiticica (capa do CD "Marítimo").

É admirável como ela transita pela literatura e pela música popular. Ela tanto é capaz de cantar uma
composição do Claudinho e Bochecha e do Roberto Carlos, músicos realmente populares, como canções sofisticadas como O outro, Canção por acaso, A fábrica do poema, Metade, Uns Versos e Esquadros, só para citar algumas. Só pelos títulos dessas canções já dá para perceber o quanto a literatura está presente em suas músicas: versos, palavras, poemas e livros compoem um universo particular no conjunto da obra de Calcanhoto. Na música Vambora, por exemplo, há referência a dois importantes livros da poesia brasileira moderna: o Cinza das Horas, de Manuel Bandeira e o Dentro da Noite Veloz, de Ferreira Gullar. A letra dessa cançào é belíssima. Gosto muito da idéia, sugerida pelas últimas estrofes, de que se pode encontrar o cheiro da pessoa amada dentro de um livro "na cinza das horas" ou "dentro da noite veloz".

No quesito ousadia, Calcanhoto foi um pouco mais longe ao musicar o poema
Jornal de Serviço de Carlos Drummond de Andrade, elaborando uma canção inusitada, com efeitos sonoros interessantes. Vc ainda nào ouviu? Nào leu? Puxa, que pena!

A música
Jornal de Serviço me faz pensar em outra questão: a do consumo das músicas. É claro que essa é uma cançào que dificilmente vc ouvirá sendo tocada nas rádios e tvs. Talvez ela até ganhe um rótulo do tipo "música experimental" e algum professor (talvez eu mesmo) acabe por fazê-la toca em sala de aula. Fora do circuito acadêmico e artístico, vai ser mesmo difícil ouvir essa e outras maravilhosas cançoes dos nossos artistas. Afinal, o que a indústria musical quer nos vender - e é o que a maioria de nós quer consumir - é a música fácil, de letras fáceis e rítmo mecanicamente dançante.
Mas agora que tal vc ir ler as músicas e ouvir os livros?

quinta-feira, 6 de abril de 2006

não é o Pelé!!

ontem comentei que o astronauta Marcos Pontes poderia ocupar, no imaginário brasileiro, o lugar do Pelé como ídolo popular.
Mas me enganei. Foi o presidente Lula quem me corrigiu. Ele mesmo disse ontem, nos telejornais, que a façanha do astronauta é comparável às vitórias do Airton Senna.
É claro! como não pensei nisso antes? Ambos usam capacete e pilotam máquinas de última geração. E mais: andam em veículos de fabricação estrangeira e seguem ordens dadas por superiores estrangeiros. As semelhanças são óbvias, eu é que não havia percebido.

quarta-feira, 5 de abril de 2006

um brasileiro no espaço

O mais recente motivo de orgulho brasileiro é o astronauta Marcos Pontes. Ele está no espaço mental do Brasil, do mesmo modo que gravita o espaço sideral do Planeta. Ele é o nosso novo herói. Como não tenho acompanhado essa história, não sei os motivos que justificaram o investimento por parte do governo brasileiro para que sua ida ao espaço se concretizasse. Nào sei se é uma questão de parceria para desenvolvimento de nossa própria tecnologia espacial, se é um contrapartida financeira para outros negócios entre governos, ou se simplesmente é mais uma estratégia de propaganda para a criação de um novo mito brasileiro, talvez para substituir o nosso já cansado Pelé. Realmente não sei. De qualquer modo, acho válida a indignaçào do Eduardo Souren, cujas palavras, enviadas por email, vão textualmente a seguir:


Hello..hello...meus caros amigos da Rede Globo!................estamos no espaço, áh não, o Marcos Pontes apenas, mas fazer o quê né, não somos tão privilegiados quanto esse cara que com custeio de $10.000.000,00 de dólares foi para aquele manto negro lá no céu.
Tudo bem que, estamos patrocinando essa viagem de "júlio verne", mas será que não estamos precisando de coisas muito mais primordiais não? Como: acesso à educação para todos, aposentadoria dígna...etc.......cansei..são tantas coisas a dizer .........reclamamos pra caramba, mas cadê o nosso senso cidadão? Somos Estado, mas ainda não somos nação...e o que dizer disso...será que já é hora de um
"ser"....daqui do Brasil ir para o espaço?...hehehe.......e vocês, mandariam alguém para o espaço? Bem, eu mandaria a seleção do Lula, titulares e reservas, todos...deixo ver quem mais...a Rede Globo e sua programação emburrecedora do
"ser"........porém, quero deixar claro que não ateio fogo no Marcos Pontes, mas
sim, na filosofia política do nosso país...ele, é o grande sortudo da vez!

Um abraço galera, boas eleições!

Eduardo Souren

terça-feira, 4 de abril de 2006

dá pra repetir ?(2)

E vai aí mais um exemplo de como os intelectuais falam difícil:

"Devemos considerar, talvez, a história em si mesma como uma formação
caótica onde a aceleração põe um fim à linearidade, e onde a turbulência criada
pela aceleração definitivamente separa a história de seu fim, como separa os
efeitos das causas. O destino, mesmo que seja o Julgamento Final, não será
alcançado, estamos a partir desse ponto separados dele por um hiperespaço com
refração variável"
(BAUDRILLARD, Jean, in: NOVAES, Marcel. O neo-obscurantismo e a física, in:
Universiência. USFCAR, ano 3, n. 7-9, dez. 2004. Pp.22-31.

segunda-feira, 3 de abril de 2006

ladrão que rouba ladrão...

O texto a seguir foi extraído do Boletim Eletrônico do Senador Cristovam Buarque:


O IBOPE Opinião apresentou uma pesquisa inédita sobre o comportamento da sociedade brasileira no que diz respeito à ética na política. O estudo "Corrupção na Política: Eleitor Vítima ou Cúmplice" propõe a reflexão sobre até que ponto os problemas éticos enfrentados pela sociedade brasileira estão de fato concentrados em suas elites e lideranças ou se trata de uma conduta social presente em todas as camadas e grupos de nossa sociedade.
Os resultados são expressivos e confirmam as duas principais hipóteses propostas pelo estudo: 69% dos eleitores brasileiros já transgrediram alguma lei ou descumpriram alguma regra contratual, para obter benefícios materiais, de forma consciente e intencional e 75% acreditam que cometeriam pelo menos um dos 13 atos de corrupção avaliados pelo estudo, caso tivessem a oportunidade.
Para testar a primeira hipótese foram listadas 13 irregularidades do dia-a-dia e os entrevistados responderam se eles próprios já haviam cometido alguma delas, se conheciam alguém que já as praticara e se os brasileiros as praticam. No caso das respostas sobre o próprio entrevistado,
duas práticas apresentam incidências significativamente maiores: "comprar produtos pirata" (55%) e "caixinha ou gorjeta para se livrar de multa" (14%). Por outro lado, ao opinarem sobre as pessoas que conhecem, ainda que esses mesmos dois itens mantenham destaque com 70% e 44% respectivamente, a incidência nos outros sobe de patamar.

As 13 irregularidades avaliadas
1. Quando tem oportunidade, tenta dar uma "caixinha" ou "gorjeta" para se livrar de uma multa
2. Sonega impostos
3. Recebe benefícios do governo, sabendo que não tem direito a eles
4. Adquire documentos falsos ou falsifica documentos para obter algum tipo de vantagem (exemplo: identidade, carteira de motorista, carteirinha de estudante, diploma etc)
5. Quando tem uma oportunidade, pede mais de um recibo por um mesmo procedimento médico para obter mais reembolso do plano de saúde

6. Compra produtos que copiam os originais de marcas famosas sabendo que são
piratas ou falsificados
7. Quando tem uma oportunidade, faz ligação clandestina ou "gato" de TV a cabo, ou seja, aproveita a instalação do vizinho

8. Quando tem uma oportunidade, faz ligação clandestina ou "gato" de água ou luz
9. Se tem chance, pega ou consome produtos em padarias, supermercados ou outros estabelecimentos comerciais sem pagar

10. Apresenta atestados médicos falsos no trabalho ou na escola
11. Se tem seguro de carro ou de qualquer outro tipo, quando tem uma oportunidade, frauda o seguro
12. Compra algo sabendo que é roubado
13. Falsifica atestado de saúde ou apresenta atestado de saúde falsificado para conseguir aposentadoria precoce

Segunda hipótese
Já a segunda hipótese da pesquisa avaliou que a maioria dos eleitores brasileiros tolera algum tipo de corrupção por parte de seus representantes ou governantes eleitos. Neste caso também foram apresentados 13 incidências de corrupção na política e os entrevistados responderam se os políticos e governantes praticam, se os brasileiros praticam e se ele próprio praticaria se tivesse oportunidade.
Os resultados mostram que 59% dos entrevistados aceita a escolha de familiares ou pessoas conhecidas para cargos de confiança e 43% admitem que se aproveitem viagens oficiais para lazer próprio e de familiares.

Os 13 atos de corrupção política analisados:
1. Escolher familiares ou pessoas conhecidas para cargos de confiança
2. Mudar de partido em troca de dinheiro ou cargo/emprego para familiares/pessoas
conhecidas
3. Contratar, sem licitação, empresas de familiares para prestação de serviços públicos
4. Pagar despesas pessoais não autorizadas (como compras no cartão de crédito ou combustível) com dinheiro público
5. Aproveitar viagens oficiais para lazer próprio e de familiares
6. Desviar recursos das áreas de saúde e educação para utilizar em outras áreas
7. Aceitar gratificações ou comissões para escolher uma empresa que prestará serviços ou venderá produtos ao governo
8. Usar "caixa 2" em campanhas eleitorais
9. Superfaturar obras públicas e desviar o dinheiro para a campanha eleitoral do político
10. Superfaturar obras públicas e desviar o dinheiro para o patrimônio pessoal/familiar do político
11. Deputado ou Senador receber dinheiro de empresas privadas para fazer e/ou aprovar leis que as beneficiem
12. O político contratar "funcionários fantasmas", ou seja, pessoas que recebem salários do poder público sem trabalhar e ele ficar com esse dinheiro
13. Trocar o voto a favor do governo por um cargo para familiar ou amigo

Resultados
A partir dos resultados aferidos nessa pesquisa, o IBOPE Opinião incrementa seus serviços relacionados à política. "Essa ferramenta enriquecerá ainda mais nossas análises sobre marketing político e, desta forma, nossos clientes terão resultados cada vez mais precisos e fundamentais para subsidiar suas tomadas de decisões, especialmente em campanhas estaduais e federais, como as deste ano", afirma Silvia Cervellini, Diretora de Atendimento
do IBOPE Opinião.


Sobre a pesquisa
Período: A pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 16 de janeiro de 2006.

Amostra: Foram entrevistados 2.002 eleitores em 143 municípios
do Brasil.

Margem de erro: É de dois pontos percentuais, para mais ou para
menos, considerando um grau de confiança de 95%.

domingo, 2 de abril de 2006

primeiro de abril

ontem foi meu dia de Mané... caí feito bobo num trote de primeiro de abril. Tudo por culpa de um infeliz que postou um link ameaçador no orkut, o qual, quando clicado, levava ao meu album pessoal de fotos no orkut. Imagine meu susto... pensando que qualquer pessoa que clicasse ali chegaria ao meu profile, decidi, em defesa própria, cancelar a conta no orkut!! E lá se foram todos os recados, as fotos, os fãs, os contatos... Dancei... logo descobri que era uma pegadinha, pois o link ameaçador era uma farsa: toda pessoa que clicasse ali seria encaminhada para o seu próprio profile.
Caraca!
Agora estou na dúvida se volto ou não para o Orkut.
Só esse blog já está me dando bastante trabalho.
E, na verdade, prefiro o blog ao orkut.

Homenagem à "Graúna", do Henfil

No final da década de 1970, eu era apenas um adolescente curioso quando, por acaso, frequentando a banca de jornais da rodoviária de Itapeti...