quinta-feira, 30 de abril de 2009

escritos do alto mar


As crônicas de Gilberto Vasconcellos na "Ilustrada" fizeram minha cabeça no começo dos anos 1980. Elas vinham publicadas no jornal de sexta-feira, que eu avidamente devorava com os olhos e a mente bem abertos. Dias atrás, (re)encontrei essa crônica recortada do jornal entre os meus albuns de lembranças e por uns instantes voltei àqueles anos de descobertas.
Para ver mais textos recortados de jornais, clique aqui.


(crédito: Vasconcellos, Gilberto. Folha de São Paulo. Caderno Ilustrada, 20 de fevereiro de 1981)

terça-feira, 24 de março de 2009

contabilidade que todo mundo entende


quando o comerciou fechou aos domingos

Nota publicada na primeira página do jornal Tribuna Popular de Itapetininga em janeiro de 1902.

Hoje, infelizmente, pobres trabalhadores de Itapetininga e mundo todo! Para proporcionar mais consumo e lucro, trabalham em turnos ininterruptos, de domingo a domingo.

terça-feira, 10 de março de 2009

no tempo em que existia onça

As empresas eram familiares...



Tudo era novidade


As pessoas se conheciam e frequentavam os mesmos mercadinhos da cidade

O farmacêutico era o Seu Sampaio


O comerciante João Rolim era barateiro, mas só queria vender à dinheiro!


Muitas coisas acontecem. Os sócios Cerqueira e Soares dizem que perderam uma promissória em favor do capitão José Marques, uma pessoa promete gratificar quem achar seu cachorrinho e uma mulher se oferece para lavar e passar a preços módicos e manda os interessados tratarem do assunto com o Firmino (seu marido? seu irmão? seu pai?)



O nome da empresa era o nome do dono.


Os anunciantes não escondiam seus preços na publicidade que faziam de seus negócios (ao contrário do que se costuma fazer hoje).



As pessoas eram educadas ou se esforçavam para isso e falavam com clareza de seus negócios...


Dona Nha Santa hospedava famílias numa casa grande da Rua Campos Sales.



Ás vezes tinha circo, as vezes tinha corridas.





Algumas bestas se perdiam e seus donos saiam a procurá-las.




E quando o couro do arreio arrebentava, era só ir na casa do gaúcho Franscisco Carneiro que ele dava um jeito.




domingo, 8 de março de 2009

recortes do cotidiano

Durante alguns meses do ano 2000, consultei vários exemplares dos jornais Tribuna de Itapetininga e O Diário, publicados entre os anos de 1896 a 1915.
Meu objetivo era acompanhar as publicações feitas por esses dois jornais relativas ao mundo escolar de Itapetininga, trabalho que realizei como parte dos meus estudos de doutorado em História da Educação.
O motivo da escolha dos jornais era simples: Itapetininga havia sido uma das primeiras e poucas cidades do interior do Estado de São Paulo a receber uma Escola Complementar (equivalente, hoje, ao ensino fundamental de 5ª a 9ª séries), um verdadeiro "luxo" naqueles anos em que ter em funcionamento uma simples escola primária já era, por si só, um privilégio.

Minha hipótese era a de que os jornais da época teriam sido testemunhas importantes sobre o processo de escolarização que estava então em andamento e que, diferentemente das "fontes oficiais" da história da educação paulista (basicamente relatórios, estudos e depoimentos de antigos professores e autoridades do ensino), os jornais poderiam fornecer uma visão "de fora" da escola pública que estava sendo criada e posta para uso das populações interioranas. Minha esperança era a de que, pelas notícias dos jornais, eu pudesse observar como teria se dado a apropriação da escola - com tudo o que ela carrega: hábitos, disciplinas, conhecimentos, relações sociais e políticas.

E, de fato, os jornais não me decepcionaram. Através das páginas d´O Diário e da Tribuna, pude acompanhar notícias sobre o mundo social dos professores, o movimento dos pensionatos para escolares, o comércio de material escolar, os pedantismos e os usos que o "status" oferecido aos que trabalhavam e estudavam na Escola Complementar possibilitava aos mais diversos agentes sociais e escolares como estratégia de promoção pessoal.

O resultado dessa pesquisa apresentei no Congresso de História da Educação promovido Sociedade Brasileira de História da Educação, ocorrido no Rio de Janeiro no final do ano de 2000. Um resumo deste trabalho consta no livro de atas do congresso.
Acredito (espero!!) que os jornais que consultei continuem guardados no Centro Histórico e Cultural da Prefeitura de Itapetininga. Embora eles, já atrás, não estivessem em perfeito estado de conservação, os exemplares que consultei são uma importante fonte de pesquisa sobre a história local e o processo de escolarização dos primeiros governos republicanos brasileiros e devem mesmo ser bem preservados. Espero, por isso, que todo o rico material impresso do nosso Centro Cultura continue "vivo", pois faz tempo que não tenho tido contato com o pessoal do Centro Cultural, nem sei como eles estão fazendo para preservar esse importante patrimônio cultural de Itapetininga.
Mas vamos falar um pouco do jornal A Tribuna Popular. Outro dia falarei do jornal O Diário.

A Tribuna Popular e a Tipografia Galvão


O jornal Tribuna Popular foi uma criação de Antonio Galvão, que conseguiu fazer circular o seu primeiro número em 1886. Antonio Galvão possuia alguma experiência na área, pois havia trabalhado como auxiliar do jornal O Município, considerado o primeiro de Itapetininga e um dos pioneiros em todo o Estado de São Paulo.
Até 1905, a Tribuna Popular foi o principal veículo de comunicação em "larga escala" dos habitantes daquela Itapetininga antiga, podendo ser tomado hoje como o principal registro da vida e dos costumes daquela época.
A existência do jornal A Tribuna Popular não pode se entendida desligada da tipografia montada por seu fundador com o objetivo não só de confeccionar os jornais, mas também para produzir impressos variados para uso em escritórios e escolas do município.
Essa condição deve ser lembrada para se ressaltar que o que movia o jornal não eram as motivações ideológicas, particularmente fervorosas nos primeiros anos republicanos do Brasil, mas sim, mais propriamente, o interesse comercial.
No caso específico da cobertura que o jornal faz dos acontecimentos relacionados à nova vida escolar de Itapetininga, percebe-se que o apoio jornalística em prol da educação popular coincide com os interesse comercial da empresa, afinal, os jornais são feitos para leitores e formar leitores é uma das tarefas primeiras da escola. Além disso, o universo escolar é particularmente estimulante do consumo de materiais tipográficos (cadernos, blocos, livros) e, portanto, uma área a mais a ser explorada, neste caso não propriamente pelo jornal, mas sim pela Tipografia que pertence ao seu dono.
Layout, montagem e impressão: algumas características
Pelos jornais disponíveis, sabemos que em 1896 a Tribuna Popular pertencia a Antonio Galvão e consistia num tablóide de folha única, dobrado ao meio, formando portanto 4 páginas.
A primeira página era dedicada aos assuntos mais relevantes da política e da vida social da época. A segunda página igualmente apresentava notícias política, artigos, pequenos comunicados, comentários variados e alguma propaganda. Já as páginas 3 e 4 eram as destinadas quase que exclusivamente aos anúncios do comércio local, editais da prefeitura, comunicados de interesse público, etc. Mas essas características não eram rígidas, havendo distribuição variada de matérias pelos espaços do jornal.
Devido às próprias limitações da impressão tipográfica, feita em tipos de chumbo, não é incomum encontrar-se, nos exemplares consultados, frases em que faltam artigos e preposições, supressões provavelmente ocorridas de propóstico, com a finalidade de fazer caber o texto dentro do espaço a ele destinado.
Quanto às ilustrações, que, para serem impressas, tinham que ser esculpidas em relevo no chumbo quente, elas foram utilizadas muito pouco nesse período, se limitando a alguns carimbos, conforme se pode ver nas reproduções aqui contidas.

As três imagens acima são ilustrações feitas a partir de desenhos feitos em chumbo. Devido a dificuldade em fazer novas ilustrações, as mesmas imagens eram usadas com frequência em diferentes matérias do jornal.
A Tribuna só foi ganhar um melhor aspecto visual a partir de 1901, quando o jornal passa a ser publicado em folha maior, atestando uma riqueza maior na qualidade de impressão e mesmo de conteúdo.
A partir desse ano, a Tribuna também inicia uma sucessão de novos proprietários e novos redatores (geralmente o proprietário e o redator são a mesma pessoa), o que nos leva a pensar que o jornal, enquanto empreendimento, parece não ter sido nem um bom negócio para manter seus proprietários fiéis por muito tempo, mas também nem tão um mal negócio que deixasse de atrair a atenção de outras pessoas mais motivadas.

* * *

A seguir vai uma relação de jornais, folhetos e revistas recebidas pelo escritório da Tribuna Popular durante os 1896, 1897, 1901 e 1902. Os nomes são bastante sugestivos e compoem um retrato da cultura da época. Valem uma leitura.
Recebidos em 1896-97
O Trovão (Tatuí)

Revista Farmacêutica

Jornal do Gentio (“órgão propagandístico médico-botânico da flora aborígene")

Arquivo Clínico, do Dr. David O. Honi (Poços de Caldas).

Eco Português, órgão da colônia portuguesa de S. Paulo.

Correio Paulistano.
O Botucabense.
Tribuna do Povo
Sul de São Paulo (Faxina)
A Redenção (jornal abolicionista)
O Imparcial (São Paulo)
A Nação, órgão do partido chefiado pelo General Clycério.
O Correio Acadêmico
O Democrata (Dois Córregos)
O Vitória (São Paulo)
Revisão da Constituição Federal de 24/02. Panfleto de Arthur Breves.

O Prelúdio, órgão do Grêmio Literário Juvenil de Itapetininga).

O Jundialense, órgão do Partido Republicano da cidade de Jundiaí.

Capital Paulista.

A Violeta (revista de letras)

Tribuna de Franca.

Comarca de Iguape

O Tipógrafo, jornalzinho humorístico publicado em Jaboticabal

O Rutineiro, do mesmo gênero que o precedente, publicado em Tatuí.
Recebidos em 1901:


A Luz Divina (São Paulo)

Primavera (Prata, MG)

O Brasil Elegante, jornal de moda das famílias brasileiras.

O Janota, folha literária humorística e noticiosa publicada em Amparo.

O Barbarense, órgão republicano publicado na vila de Santa Bárbara.

Direito e Escrituração Mercantil, livro de José Augusto do Amaral Sobanho, de Sorocaba.

Dez Contos (livrinho do insígne professor Arthur Goulart.

Santa Cruz, pequena revista de religião, letras, atos e pedagogia. São Paulo.

A Rex, jornal de literatura amena, com seção italiana dedicada ao belo sexo sorocabano.

A Platéia.

A Folha, periódico de Porto Ferreira.

Cidade de Limeira

Correio de Botucatu.

Correio de Itabira, órgão do governo municipal.

Gazeta de Santa Rita, periódico imparcial e literário do sr. Tlamínio Ernesto de Vasconcellos.

Comércio de Amparo.

O Grito da Pátria, folha mais republicana e de mais propaganda no Brasil, propriedade de uma empresa anônima.


* * *

Abaixo, algumas notícias curiosas publicadas pelo jornal O Diário.
Clique nas imagens para ver em tamanho ampliado.
A atávica incompetência dos fiscais municipais

O caso do travesti anônimo
O samba das criadas

sábado, 21 de fevereiro de 2009

não vá se perder por aí

Veja como vem
Veja bem!
Veja como vem...
Vai, vai, vem
Veja bem:
como vai, vem
Veja como vai
Veja bem
Veja bem como vem

Vai vem se ela vai também
Cuidado meu amigo
Não vá se estrepar
Não queira dar um passo mais largo
Que as pernas podem dar
Não se iluda com um beijo
Uma frase ou um olhar
Não vá se perder por aí...

Veja como vem
Veja bem
Veja como vem
Vai, vai, vem
Veja bem
Como vai, vem
Veja como vai
Veja bem
Veja bem como vem

Vai vem se ela vai também

Você é bem grandinho
Já pode se cuidar e
Ir seguindo o seu caminho
Sempre errando até um dia acertar
Mas não tenha muita pressa
Vá tentando devagar
Só não vá se perder por aí...


Nâo Vá Se Perder Por Aí. Os Mutantes. Composição: Arnaldo Dias Baptista - Ritta Lee - Arnolpho Lima Filho(Liminha)

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Cananéia

Quinta-feira passada, 5 de fevereiro de 2009, descemos a Serra da Anta, entre Tapiraí e Juquiá, rumo à Cananéia e à alguns dias de lazer.

Fomos em dois carros: Nazaré e a filha Inêz, vindas de Piracicaba, e eu e minhas gêmeas, Elisa e Eloá, vindos de Itapetininga.

Marcamos o encontro às 10 hs da manhã no trevo da estrada de Sorocaba / Piedade. E, como tudo que é bem combinado acaba dando certo, nos encontramos lá sem nenhum problema e de lá partirmos para o longo - cerca de 200 km - e sinuoso caminho para se chegar em Cananéia.

O trajeto sinuoso inclui a travessia da Serra da Anta, uma grande e densa cadeia de morros e montanhas coberta com o que da Mata Atlântica ainda sobrevive à fúria capitalista dos paulistas.

A Serra - que eu chamo "da Anta" devido a existência de uma bica de água potável em forma de cabeça de anta, localizada na beira da estrada e no meio da Serra, onde os motoristas costumam parar para beber da sua água, fazer xixi ou simplesmente para esticar as pernas e os braços - está situada entre os municípios de Tapiraí e Juquiá, este último sendo passagem obrigatória para quem vai para a rodovia federal BR 116.

Dirigir na Serra da Anta não é coisa das mais fáceis, pois a estrada, além de possuir centenas de curvas fechadas, que não permitem ver com antecedência os veículos que vêm em sentido contrário, também não possui acostamento e com muita facilidade, em dias de chuva, pode sofrer quedas de barreiras e árvores pelo meio do caminho. Toda atenção é pouca por lá (uma regra básica infelizmente nem sempre respeitada).

Depois dos quase 50 km de serra, o próximo passo é alcançar a BR 116, no sentido para Curitiba, e depois de alguns kilómetros pegar a estrada para Pariquera-Açu e daí então, novamente em meio aos morros e montanhas de mata atlântica, seguir cerca de mais 50 km rumo à Cananéia.

E, por fim, depois disso tudo, chegamos lá, no extremo sul do litoral do Estado de São Paulo.

Depois de passarmos pelo portal de entrada (e de saída também, é claro) de Cananéia, telefonamos para a senhora Fátima, com quem havíamos anteriormente combinado o aluguel de uma casa para 3 pernoites. Eu a descobri através de uma pesquisa no internet. Ela nos esperava em frente à Agência do Correio de Cananéia e foi muito amável conosco, nos levando até a casa contratada e nos ajudando em nosso novo ambiente.

E daí tudo aconteceu da melhor maneira. Passamos três dias muito tranquilos e divertidos, enchendo nossos olhos com as peculiaridades da cidade, a beleza do mar e a simpatia dos moradores, sempre gentis com os turistas.

O único "senão" nessa história é quanto ao estado lamentável em que encontramos a cidade de Cananéia, aparentemente abandonada pelos funcionários da Prefeitura, com mato e lixo se amontoando nas ruas e calçadas. Segundo nos explicaram, o prefeito anterior, que está sumido, deixou a Prefeitura completamente quebrada, material e financeiramente, deixando os funcionários municipais sem salários já há 3 meses (é o que me disseram, não estou aumentando).

Aliás, falando nisso, um comentário triste que ouvi de um morador é que a eleição do ano passado foi disputada voto a voto por lá, e só por pouco o ex-prefeito, embora a evidente e escandalosa má gestão, não permaneceu no cargo. Esse fato me fez pensar como nós somos ainda um povo ruim, em que uma grande parte de nós (nós!!) se deixa seduzir com facilidade pelo encanto dos maus políticos.

Também me disseram que o novo prefeito, o médico de nome Adriano César Dias, está muito disposto a botar a cidade em ordem, mas isso vai demorar um bom tempo, dado os estragos dexiados pelo seu antecessor. Todas as pessoas com quem conversei demonstraram respeito e muita esperança pelo novo prefeito. Torço para que ele consiga satisfazer a todos, o mais rápido possível.

Mas, enfim... vamos às fotos:



Um pedaço da mata atlântica, próximo à Juquiá.

Potal da cidade de Cananéia. Colocaram uma caravela portuguesa no ar.

Tabuleta do portal da cidade de Cananéia, onde se lê: "Cananéia, cidade ilustre do Brasil".

A presença portuguesa nos azulejos azuis da porta e das janelas da casa


O artesão Amir Oliveira. Carismático, comunicativo, alegre, Amir também é contador de "causos caiçaras" e "histórias de pescador". Na foto, ele aparece em frente à sua loja na Rua do Artesão. Pode-se ver ali, pela porta da loja, as prateleiras com seus trabalhos. Destaque para as rabecas, que alguns chamam de "viola caipira", feitas por ele com madeira local. Infelizmente, não fotografei suas esculturas de santos em madeira maciça, que são belíssimas.

Aspecto do beco assentado em pedras que vai dar no beira-mar.

Um casario no beira-mar.

Aspecto do beira-mar, visto a partir da balsa que leva ao extremo sul da Ilha Comprida. Se vc clicar na foto vai vê-la ampliada e poder perceber o porto das balsas.

O beira-mar mais de perto. Os três primeiros prédios que aparecem a partir da esquerda da foto são alguns dos bares, lanchonetes e restaurantes mais badalados. Aliás, é na rua em frente a esses prédios, onde existe uma praça e a velha igreja, onde ocorre os agitos noturnos de Cananéia.

Uma balsa estacionada.

O porto de balsas de Ilha Comprida. Para quem não sabe, o centro urbano de Cananéia está situado numa ilha, onde não há praias. Assim, os "cananeeianos" que querem tomar banho de mar e se "empanar" com areia de praia, têm que atravessar a balsa (7,50 por automóvel) e andar mais 3 km até a maravilhosa praia de Ilha Comprida, que é uma vizinha bastante próxima de Cananéia. Além dessa praia, os cananeeianos também têm outras opções, como as prainhas da Ilha do Cardoso e do Ariri. Mas é mesmo lá no pontal da Ilha Comprida que a maioria do povo vai.

Aqui um aspecto dos quiosques da Barraca da Néia, um bar bastante simples e agradável em frente ao mar do pontal da Ilha Comprida. Nós passamos o dia num desses quiosques, bebendo cerveja, brincando, comendo peixes, caminhando, nadando, dormindo, rindo, tomando sol .... foi muito bom esse dia. Aliás, foi tudo bom...

Homenagem à "Graúna", do Henfil

No final da década de 1970, eu era apenas um adolescente curioso quando, por acaso, frequentando a banca de jornais da rodoviária de Itapeti...