São chamadas de pedra,
Mas o solo é de areia.
Os bairros são empoeirados.
As ruas têm buracos.
Nas vilas pobres,
sempre tem criança descalça,
moleque cheirando cola
e algum pai que foi trabalhar na roça.
São cidades com uma pedra no nome.
Que um índio tupi pronunciou:
Ita!
Ita!
Ita!
E um branco português repetiu.
Os brancos ficaram nas cidades.
Dos índios ninguém sabe.
Quando um trator escava a terra,
Lá está a pedra:
Ita!
Ita!
Ita!
(a urna do índio)
quarta-feira, 21 de junho de 2006
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Homenagem à "Graúna", do Henfil
No final da década de 1970, eu era apenas um adolescente curioso quando, por acaso, frequentando a banca de jornais da rodoviária de Itapeti...
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No final da década de 1970, eu era apenas um adolescente curioso quando, por acaso, frequentando a banca de jornais da rodoviária de Itapeti...
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Parar de fumar é como perder a namorada: vc fica dias e dias só pensando nela (nele) obsessivamente, chega a acreditar que não vai conseguir...
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