São chamadas de pedra,
Mas o solo é de areia.
Os bairros são empoeirados.
As ruas têm buracos.
Nas vilas pobres,
sempre tem criança descalça,
moleque cheirando cola
e algum pai que foi trabalhar na roça.
São cidades com uma pedra no nome.
Que um índio tupi pronunciou:
Ita!
Ita!
Ita!
E um branco português repetiu.
Os brancos ficaram nas cidades.
Dos índios ninguém sabe.
Quando um trator escava a terra,
Lá está a pedra:
Ita!
Ita!
Ita!
(a urna do índio)
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