segunda-feira, 15 de março de 2010

Fábrica Rápida de Idiotas

Definição do primo Luis Minhoto para a Internet.

Mais eficiente que a televisão, dá para acrescentar.

sexta-feira, 5 de março de 2010

rachaduras da Terra



A ilustração acima representa o Planeta como um ovo: sua casca está rachada em diversos pontos, formando, na parte superior, grandes pedaços de rocha e terra firme onde acentam oceanos e continentes. Essas gigantescas massas de terra e água são circundadas por abismos profundos que levam ao interior de magma, lava e fogo de nossa Mãe.
(não lembro onde capturei essa imagem...)

sábado, 16 de janeiro de 2010

10 maneiras fáceis de comandar as massas

(texto que recebi por email)

O lingüista estadunidense Noam Chomsky, que se define politicamente como “companheiro de viagem” da tradição anarquista, é considerado um dos maiores intelectuais da atualidade. Entre outros estudos, ele elaborou excelentes livros e textos sobre o papel dos meios de comunicação no sistema capitalista. É dele a clássica frase de que “a propaganda representa para a democracia aquilo que o cassetete significa para o estado totalitário”. No didático artigo abaixo, Chomsky lista as “10 estratégias de manipulação” das elites. Vale a penar ler e reler:


1- A estratégica da distração.


O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes.
A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.


2- Criar problemas, depois oferecer soluções.


Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.


3- A estratégia da degradação.


Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, é suficiente aplicar progressivamente, em “degradado”, sobre uma duração de 10 anos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas têm sido impostas durante os anos de 1980 a 1990. Desemprego em massa, precariedade, flexibilidade, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haviam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de forma brusca.


4- A estratégica do deferido. Ou: manter o medo.


Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública no momento para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, por que o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, por que o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.


5- Dirigir-se ao público como crianças de baixa idade.


A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por que?
“Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, uma resposta ou reação também desprovida de um sentido critico como a de uma pessoa de 12 anos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.


6- Utilizar o aspecto emocional muito mais do que a reflexão.


Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…


7- Manter o público na ignorância e na mediocridade.


Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada as classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre o possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.


8- Promover ao público a ser complacente na mediocridade.


Promover ao público a achar “cool” pelo fato de ser estúpido, vulgar e inculto…


9- Reforçar a revolta pela culpabilidade.


Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E sem ação, não há revolução!


10- Conhecer melhor os indivíduos do que eles mesmos se conhecem.


No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o individuo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

algumas palavras sobre isso


As imagens que publico aqui são feitas sem maiores pretensões estéticas, a não ser o mero prazer pelo entretenimento com a comunicação visual possibilitada pelo computador.


A maioria das imagens destina-se a servir como "cabeçalho" deste blogue, cujo objetivo é ilustrar alguma mensagem - nem sempre muito clara, diga-se de passagem - que eu quero transmitir. Por essa razão, eu gosto de chamar essas imagens de títulos, pois elas têm essa função para mim: sintetizar um sentido específico de uma mensagem que de outra forma precisaria de muitas palavras digitadas para expressar.


Nem sempre sou feliz em minhas montagens visuais, pois alguns amigos reclamam que não entendem quase nada do que publico aqui e alguns outros até chegam achar este meu passatempo uma pura perda de tempo.


Como amigos são aqueles que sempre dizem o que a gente não espera ouvir de mais ninguém, achei melhor não dar muito ouvido para as reclamações e continuei fazendo minhas montagens. Afinal, bons amigos também são aqueles que fazem coisas que a gente não espera que mais ninguém faça.


As imagens estão aqui publicadas na forma de "galerias", assim intituladas:



Passagem da Lua Cheia
Primeiros e variados
Flor de carrapicho e Passagem das horas
Segundos e variados
Mundo comum
A fila anda
Entre vôos
Cotidiano furtivo
Movido à lenha
Esquisito



Eu até tentei agrupar minhas montagens em galerias especiais, mas desisti quando me dei conta do trabalho de programação em computador necessário para fazer isso.


Por isso e também para evitar que depois alguns amigos venham a repetir "pura perda de tempo", vou deixar essas imagens do jeito que já estão, infelizmente sem maiores cuidados de apresentação pela internet.


Assim, para o meu visitante apreciador de imagens, que está no meu blogue por acaso ou desejo próprio, e que esteja disposto a perder algum tempo comigo e minhas montagens criadas em computador, peço encarecidamente que clique nas imagens para vê-las em tamanho maior. Acredito que assim essas montagens ficam mais interessantes para os olhos e o entendimento, espero.

domingo, 10 de maio de 2009

letras do Clube da esquina 2

Clube da Esquina 2 - Disco Um

credo
Milton Nascimento e Fernando Brant

Caminhando pela noite de nossa cidade
Acendendo a esperança e apagando a escuridão
Vamos, caminhando pelas ruas de nossa cidade
Viver derramando a juventude pelos corações
Tenha fé no nosso povo que ele resiste
Tenha fé no nosso povo que ele insiste
E acordar novo, forte, alegre, cheio de paixão

Vamos, caminhando de mãos dadas com a alma nova
Viver semeando a liberdade em cada coração
Tenha fé no nosso povo que ele acorda
Tenha fé no nosso povo que ele assusta

Caminhando e vivendo com a alma aberta
Aquecidos pelo sol que vem depois do temporal
Vamos, companheiros pelas ruas de nossa cidade
Cantar semeando um sonho que vai ter de ser real
Caminhemos pela noite com a esperança
Caminhemos pela noite com a juventude



nascente

Clareia manhã
O sol vai esconder a clara estrela
Ardente, pérola do céu refletindo teus olhos
A luz do dia a contemplar teu corpo
Sedento, louco de prazer e desejos
Ardentes



ruas da cidade
milton nascimento / Lô Borges / Marcio Borges

Guiacurus Caetés Goitacazes
Tupinambás Aimorés
Todos no chão
Guajajaras Tamoios Tapuias
Todos Timbiras Tupis
Todos no chão
A parede das ruas
Não devolveu
Os abismos que se rolou
Horizonte perdido no meio da selva
Cresceu o arraial

Passa bonde passa boiada
Passa trator, avião
Ruas e reis
Guajajaras Tamoios Tapuias
Tupinambás Aimorés
Todos no chão
A cidade plantou no coração
Tantos nomes de quem morreu
Horizonte perdido no meio da selva
Cresceu o arraial



paixão e fé
milton nascimento / Tavinho Moura / Fernando Brant

Já bate o sino, bate na catedral
E o som penetra todos os portais
A igreja está chamando seus fiéis
Para rezar por seu Senhor
Para cantar a ressureição

E sai o povo pelas ruas a cobrir
De areia e flores as pedras do chão
Nas varandas vejo as moças e os lençóis
Enquanto passa a procissão
Louvando as coisas da fé

Velejar, velejei
No mar do Senhor
Lá eu vi a fé e a paixão
Lá eu vi a agonia da barca dos homens

Já bate o sino, bate no coração
E o povo põe de lado a sua dor
Pelas ruas capistranas de toda cor
Esquece a sua paixão
Para viver a do Senhor




casamiento de negros
Milton Nascimento / Violeta Parra

Se ha formado casamiento,
Todo cubierto de negro,
Negros novios y padriños,
Negros cuñados y suegros,
Y el cura que lo casó,
Era de lo mismo negro.

Cuando empiezaron la fiesta,
pusieron el mantel negro,
Negro llegaran al postre,
Se servieron higos secos,
Y se fueron a acostar,
Debajo de un cielo negro.

Y allá está las dos cabezas,
De la negra con el negro,
Y amanecieron con frio,
Tuvieron que prender fuego,
Carbón trajo la negrita,
Carbón que también és negro.

algo duele a la negra,
Vindo el médico del pueblo,
Recetó emplastro del barro,
Pero del barro más negro,
Que le dieron a la negra,
Zumo del maquí del cerro.

Ya se murió la negrita,
Que penaba pobre negro,
La por cientro de un cajón,
Cajón pintao de negro,
No prienderon ninguna vela,
Ay! Que velorio tan negro




olho-d'água
Milton Nascimento, Paulo Jobim e Ronaldo Bastos

E já passou, não quer passar
E já choveu, não quer chegar
E me lembrou qualquer lugar
E me deixou, não sei que lá

Não quer chegar e já passou
E quer ficar e nem ligou
E me deixou qualquer lugar
Desatinou, caiu no mar

Caiu no mar, Nena
Pipo, cadê você?
Dora, cadê você?
Pablo, Lilia, cadê você?

Beira Rio
Duas Barras
Morro Velho
Ponte Nova
Maravilha
Buracada
Semidouro
Olho-D'Água

Caiu no mar, Pedro
Chico, cadê você?
Lino, cadê você?
Zino, Zeca, cadê você?

Vista Alegre
Cruz das Almas
Maroleiro
Asa Branca
Bom Sossego
Santo Amaro
Poço Fundo
Montes Claros
Cachoeira
Mambucaba
Porto Novo
Água Fria
Andorinha
Guanabara
Sumidouro
Olho-D'Água




canoa, canoa
milton nascimento / Nelson Angelo / Fernando Brant

Canoa canoa desce
No meio do rio Araguaia desce
No meio da noite alta da floresta
Levando a solidão e a coragem
Dos homens que são
Ava avacanoê
Ava avacanoê
Avacanoeiro prefere as águas
Avacanoeiro prefere o rio
Avacanoeiro prefere os peixes
Avacanoeiro prefere remar
Ava prefere pescar
Ava prefere pescar
Dourado, arraia, grumatá
Piracará, pira-andirá

Jatuarana, taiabucu
Piracanjuba, peixe-mulher
Avacanoeiro quer viver
Avacanoeiro só quer pescar

Dourado, arraia e grumatá
Piracanjuba, peixe mulher




o que foi feito devera
milton nascimento / Clube da esquina

O que foi feito, amigo,
de tudo que a gente sonhou
O que foi feito da vida,
o que foi feito do amor
Quisera encontrar aquele verso menino
Que escrevi há tantos anos atrás
Falo assim com saudade,
falo assim por saber
Se muito vale o já feito,
mas vale o que será
Mas vale o que será
E o que foi feito é preciso
conhecer para melhor prosseguir
Falo assim sem tristeza,
falo por acreditar
Que é cobrando o que fomos
que nós iremos crescer
Nós iremos crescer,
outros outubros virão
Outras manhãs, plenas de sol e de luz
Alertem todos alarmas
que o homem que eu era voltou
A tribo toda reunida,
ração dividida ao sol
E nossa Vera Cruz,
quando o descanso era luta pelo pão
E aventura sem par
Quando o cansaço era rio
e rio qualquer dava pé
E a cabeça rolava num gira-girar de amor
E até mesmo a fé não era cega nem nada
Era só nuvem no céu e raiz
Hoje essa vida só cabe
na palma da minha paixão
Devera nunca se acabe,
abelha fazendo o seu mel
No pranto que criei,
nem vá dormir como pedra e esquecer
O que foi feito de nós



mistérios
milton nascimento / Joyce / Maurício Maestro

Um fogo queimou dentro de mim
Que não tem mais jeito de se apagar
Nem mesmo com toda água do mar
Preciso aprender os mistérios do fogo pra te incendiar
Um rio passou dentro de mim
Que eu não tive jeito de atravessar
Preciso um navio pra me levar
Preciso aprender os mistérios do rio pra te navegar
Vida breve, natureza
Quem mandou, coração?
Um vento bateu dentro de mim
Que eu não tive jeito de segurar
A vida passou pra me carregar
Preciso aprender os mistérios do mundo pra te ensinar






pão e água
milton nascimento / Lô Borges / Márcio Borges / Roger Mota

Prato feito mal servido todo dia
Todo povo a devorar
Como pasto verde calmamente devorado
Pelos animais
Cachoeiras sem as águas
É barranco torto morto tudo igual
Como correnteza sem barranco
É apenas água a rolar
Gira a roda do moinho
Mói o milho, mói o trigo, faz o pão
Pão e água mal servidos para devorar

Corre a bola, rola o circo
Alegria tudo, tudo é carnaval
No silêncio dessas matas muita coisa viva
Tem pra se matar
Picadeiro sem palhaço
Todos os aplausos são para o leão
E essa platéia educada
Calmamente a ver e esperar
Girar a roda da fortuna
Mói a vida, mói o sonho, mói o pão
Pão e circo mal servidos para devorar




e daí?
milton nascimento / Milton Nascimento / Ruy Guerra

Tenho nos olhos quimeras
Com brilho de trinta velas
Do sexo pulam sementes
Explodindo locomotivas
Tenho os intestinos roucos
Num rosário de lombrigas
Os meus músculos são poucos
Pra essa rede de intrigas
Meus gritos afro-latinos
Implodem, rasgam, esganam
E nos meus dedos dormidos
A lua das unhas ganem
E daí?

Meu sangue de mangue sujo
Sobe a custo, a contragosto
E tudo aquilo que fujo
Tirou prêmio, aval e posto
Entre hinos e chicanas
Entre dentes, entre dedos
No meio destas bananas
Os meus ódios e os meus medos
E daí?

Iguarias na baixela
Vinhos finos nesse odre
E nessa dor que me pela
Só meu ódio não é podre
Tenho séculos de espera
Nas contas da minha costela
Tenho nos olhos quimeras
Com brilho de trinta velas
E daí?




(Letras capturadas do acervo de canções do Portal Terra.)

sábado, 9 de maio de 2009

Momento musical...

As Pastorinhas

Composição: Noel Rosa / João de Barro (Braguinha)

A estrela d'alva
No céu desponta
E a lua anda tonta
Com tamanho esplendor
E as pastorinhas
Pra consolo da lua
Vão cantando na rua
Lindos versos de amor

Linda pastora
Morena da cor de Madalena
Tu não tens pena
De mim que vivo tonto com o teu olhar
Linda criança
Tu não me sais da lembrança
Meu coração não se cansa
De sempre e sempre te amar





Canto de Ossanha
Composição: Vinicius de Moraes / Baden Powell

- "O canto da mais difícil
E mais misteriosa das deusas
Do candomblé baiano
Aquela que sabe tudo
Sobre as ervas
Sobre a alquimia do amor"

Deaaá! Deeerê! Deaaá!

O homem que diz "dou"
Não dá!
Porque quem dá mesmo
Não diz!
O homem que diz "vou"
Não vai!
Porque quando foi
Já não quis!
O homem que diz "sou"
Não é!
Porque quem é mesmo "é"
Não sou!
O homem que diz "tou"
Não tá
Porque ninguém tá
Quando quer
Coitado do homem que cai
No canto de Ossanha
Traidor!
Coitado do homem que vai
Atrás de mandinga de amor...

Vai! Vai! Vai! Vai!
Não Vou!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Não Vou!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Não Vou!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Não Vou!...

Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor
Que passou
Não!
Eu só vou se for prá ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor...

Amigo sinhô
Saravá
Xangô me mandou lhe dizer
Se é canto de Ossanha
Não vá!
Que muito vai se arrepender
Pergunte pr'o seu Orixá
O amor só é bom se doer
Pergunte pr'o seu Orixá
O amor só é bom se doer...

Vai! Vai! Vai! Vai!
Amar!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Sofrer!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Chorar!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Dizer!...

Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor
Que passou
Não!
Eu só vou se for prá ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor...

Vai! Vai! Vai! Vai!
Amar!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Sofrer!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Chorar!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Dizer!...(2x)

quinta-feira, 30 de abril de 2009

escritos do alto mar


As crônicas de Gilberto Vasconcellos na "Ilustrada" fizeram minha cabeça no começo dos anos 1980. Elas vinham publicadas no jornal de sexta-feira, que eu avidamente devorava com os olhos e a mente bem abertos. Dias atrás, (re)encontrei essa crônica recortada do jornal entre os meus albuns de lembranças e por uns instantes voltei àqueles anos de descobertas.
Para ver mais textos recortados de jornais, clique aqui.


(crédito: Vasconcellos, Gilberto. Folha de São Paulo. Caderno Ilustrada, 20 de fevereiro de 1981)

terça-feira, 24 de março de 2009

contabilidade que todo mundo entende


quando o comerciou fechou aos domingos

Nota publicada na primeira página do jornal Tribuna Popular de Itapetininga em janeiro de 1902.

Hoje, infelizmente, pobres trabalhadores de Itapetininga e mundo todo! Para proporcionar mais consumo e lucro, trabalham em turnos ininterruptos, de domingo a domingo.

Homenagem à "Graúna", do Henfil

No final da década de 1970, eu era apenas um adolescente curioso quando, por acaso, frequentando a banca de jornais da rodoviária de Itapeti...