domingo, 27 de novembro de 2011

A escola como ela é: alunos e professores falam do cotidiano do ensinar e do aprender

Pro dia nascer feliz (2006) é uma produção de João Jardim, mesmo diretor de Lixo Extraordinário (2010).

O filme documenta o cotidiano de estudantes e professores de Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro, mostrando suas vidas dentro da rotina de seus ambientes familiar e escolar.  

Pro dia nascer feliz mostra a escola pública brasileira para além tanto da visão ufanista dos governos que a promovem, quanto da visão pessimista daqueles que a detratam, acusando-a de caótica, ineficiente, pobre, sucateada, atrasada e outras mais criticas (algumas delas verdadeiras, infelizmente).

A escola privada também aparece neste filme, revelando a realidade plural não só de nossas escolas, como principalmente de nossa própria sociedade, em toda a sua desigualdade e, em muitos casos, em sua injustiça.

A versão que publicamos está em sua versão completa. Aproveite!






P.S.: Uma conversa entre o diretor João Jardim com a professora Solange Jobim e Souza: aqui.

sábado, 26 de novembro de 2011

A infância é um bom negócio

Apresentamos aqui dois documentários muito oportunos sobre a exploração da infância pela publicidade.

O primeiro, Consuming Kids - The commercialization of childhood (EUA, 2008, 66min. Direção:Adriana Barbaro, Jeremy Earp) é uma produção da Media Education Foundation e tem sua versão brasileira legendada pelo pessoal do Doc Verdade.

Já o segundo documentário, "Criança, a alma do negócio", é uma produção brasileira da Maria Farinha, com direção de Estela Renner.

Duas produções fundamentais para todo pai e todo profissional da educação que se preocupa com o desenvolvimento saudável de nossas crianças e, por extensão, de toda a população.





sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Tudo é possível (pelo menos no mundo virtual)

O vídeo desta postagem é de David Lance, que, em sua página no Vimeo, se pegunta: "e se nossos sonhos forem longe demais?".

O autor afirma ter se baseado nas escultura de Theo Jansen's, cuja obra você pode conhecer seguindo este link.



The Future Forms Of Life from David Lance on Vimeo.


No vídeo de baixo você pode conferir o "making of" do The Future Forms of Life:


Making of TFFOL + Character rig in action from David Lance on Vimeo.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Fábrica de medos, mercados da violência

"Breakdown" é uma produção da artista Kasumi que, utilizando amostras de filmes de domínio público, reconstrói a história recente dos EUA, mostrando a ascensão do militarismo estaduniense através da manipulação da propaganda e da produção do medo coletivo.

"Breakdown" é uma crítica contundente à indústria cultural dos EUA, especialmente Hollywood, apresentada no filme como um instrumento das corporações capitalistas e militares para a legitimação de seus próprios interesses.

Em tempos de espionagem e guerras, um filme bastante oportuno - e perturbador.




Conheça o trabalho da artista Kasumi pelos links abaixo:




quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Visitando a avozinha


Slagsmålsklubben - Sponsored by destiny from Tomas Nilsson on Vimeo.


Nesta recriação da clássica história de Chapeuzinho Vermelho, a visita da pequena menina à casa da avó é mostrada com uma excessiva quantidade de informações sobre os acontecimentos, seres e objetos que ela encontra em seu caminho. Tantas informações serão capazes de distrair a atenção da menina e desviá-la do objetivo em levar pãezinhos para sua avó? Será que o Lobo Mau, aproveitando a ocasião, vai conseguir comer Chapeuzinho Vermelho?

Arte de Tomas Nilsson.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Fábrica Rápida de Idiotas

Definição do primo Luis Minhoto para a Internet.

Mais eficiente que a televisão, dá para acrescentar.

sexta-feira, 5 de março de 2010

rachaduras da Terra



A ilustração acima representa o Planeta como um ovo: sua casca está rachada em diversos pontos, formando, na parte superior, grandes pedaços de rocha e terra firme onde acentam oceanos e continentes. Essas gigantescas massas de terra e água são circundadas por abismos profundos que levam ao interior de magma, lava e fogo de nossa Mãe.
(não lembro onde capturei essa imagem...)

sábado, 16 de janeiro de 2010

10 maneiras fáceis de comandar as massas

(texto que recebi por email)

O lingüista estadunidense Noam Chomsky, que se define politicamente como “companheiro de viagem” da tradição anarquista, é considerado um dos maiores intelectuais da atualidade. Entre outros estudos, ele elaborou excelentes livros e textos sobre o papel dos meios de comunicação no sistema capitalista. É dele a clássica frase de que “a propaganda representa para a democracia aquilo que o cassetete significa para o estado totalitário”. No didático artigo abaixo, Chomsky lista as “10 estratégias de manipulação” das elites. Vale a penar ler e reler:


1- A estratégica da distração.


O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes.
A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.


2- Criar problemas, depois oferecer soluções.


Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.


3- A estratégia da degradação.


Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, é suficiente aplicar progressivamente, em “degradado”, sobre uma duração de 10 anos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas têm sido impostas durante os anos de 1980 a 1990. Desemprego em massa, precariedade, flexibilidade, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haviam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de forma brusca.


4- A estratégica do deferido. Ou: manter o medo.


Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública no momento para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, por que o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, por que o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.


5- Dirigir-se ao público como crianças de baixa idade.


A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por que?
“Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, uma resposta ou reação também desprovida de um sentido critico como a de uma pessoa de 12 anos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.


6- Utilizar o aspecto emocional muito mais do que a reflexão.


Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…


7- Manter o público na ignorância e na mediocridade.


Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada as classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre o possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.


8- Promover ao público a ser complacente na mediocridade.


Promover ao público a achar “cool” pelo fato de ser estúpido, vulgar e inculto…


9- Reforçar a revolta pela culpabilidade.


Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E sem ação, não há revolução!


10- Conhecer melhor os indivíduos do que eles mesmos se conhecem.


No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o individuo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

algumas palavras sobre isso


As imagens que publico aqui são feitas sem maiores pretensões estéticas, a não ser o mero prazer pelo entretenimento com a comunicação visual possibilitada pelo computador.


A maioria das imagens destina-se a servir como "cabeçalho" deste blogue, cujo objetivo é ilustrar alguma mensagem - nem sempre muito clara, diga-se de passagem - que eu quero transmitir. Por essa razão, eu gosto de chamar essas imagens de títulos, pois elas têm essa função para mim: sintetizar um sentido específico de uma mensagem que de outra forma precisaria de muitas palavras digitadas para expressar.


Nem sempre sou feliz em minhas montagens visuais, pois alguns amigos reclamam que não entendem quase nada do que publico aqui e alguns outros até chegam achar este meu passatempo uma pura perda de tempo.


Como amigos são aqueles que sempre dizem o que a gente não espera ouvir de mais ninguém, achei melhor não dar muito ouvido para as reclamações e continuei fazendo minhas montagens. Afinal, bons amigos também são aqueles que fazem coisas que a gente não espera que mais ninguém faça.


As imagens estão aqui publicadas na forma de "galerias", assim intituladas:



Passagem da Lua Cheia
Primeiros e variados
Flor de carrapicho e Passagem das horas
Segundos e variados
Mundo comum
A fila anda
Entre vôos
Cotidiano furtivo
Movido à lenha
Esquisito



Eu até tentei agrupar minhas montagens em galerias especiais, mas desisti quando me dei conta do trabalho de programação em computador necessário para fazer isso.


Por isso e também para evitar que depois alguns amigos venham a repetir "pura perda de tempo", vou deixar essas imagens do jeito que já estão, infelizmente sem maiores cuidados de apresentação pela internet.


Assim, para o meu visitante apreciador de imagens, que está no meu blogue por acaso ou desejo próprio, e que esteja disposto a perder algum tempo comigo e minhas montagens criadas em computador, peço encarecidamente que clique nas imagens para vê-las em tamanho maior. Acredito que assim essas montagens ficam mais interessantes para os olhos e o entendimento, espero.

Homenagem à "Graúna", do Henfil

No final da década de 1970, eu era apenas um adolescente curioso quando, por acaso, frequentando a banca de jornais da rodoviária de Itapeti...