quarta-feira, 15 de outubro de 2008

a vida ensina

Todo romance acaba em sexo.
Nem todo sexo acaba em romance.


Corrigindo:

Nem todo romance acaba em sexo.

    Nem todo sexo acaba em romance.
             
                           Nem todo romance acaba.
 
                                             Nem todo sexo começa.

                              (   Quando o encontro não acontece    )




terça-feira, 14 de outubro de 2008

coisas ditas, coisas feitas

1.
- Sabe?
- Hum?
- Aprendi uma nova frase.
- ? 
- "Amor não é o que você diz, mas o que você faz."
- ...
- Não vai dizer nada?
- Vamos fazer nosso abraço e tudo fica dito.
- Hum...!
- Hum...!

2.
- Olha, ciúmes não é um sentimento bom.
- É. Não é mesmo.
- É sentimento de pessoas mal desenvolvidas, mal resolvidas e que parasitam a vida dos outros.
- Nussa. Peraí. Não é bem assim. Ás vezes é simplesmente porque amamos demais e tememos perder quem amamos.
- Mas se amamos, devemos respeitar e aceitar a liberdade do outro.
- Sim, mas não se pode aceitar que quem amamos saia por aí fazendo o que bem quer. A pessoa que faz isso também não está respeitando quem a ama.
- Ah, sim. Mas não estou falando de pessoas que agem por sacanagem e saem por aí magoando quem as ama. Falo só do ciúmes controlador, possessivo, egoísta, cego.
- Ah, esse não é bom não. 
- Sabe, eu acho que temos que aprender a amar incondicionalmente, amar sem impor condições para o outro, amar no outro a liberdade que ele busca e precisa.
- Amor incondicional? Acho que isso não existe não. São palavras bonitas, mas acho que isso não existe.
- Você me ama incondicionalmente?
- Eu te amo pra caramba! E não vou gostar nada se você ficar muito saidinha, achando que é uma borboleta beijando flor por flor todas as flores do jardim da vida.
- Ah! Não exagere! Lá vem você com ciúmes!
- E você, então, me ama incondicionalmente? 
- Claro!
- Ah, sei! Até parece que acredito! Na verdade,acho que você diz isso porque sabe que eu não piso na bola.
- Olha, sei lá. Só sei que precisamos amar incondicionalmente.
- Tão tá. Vou me esforçar. Mas é só porque te amo, mas não porque concordo.

rádio

Rodo Cotidiano - O Rappa




Ô Ô Ô Ô Ô my brother (4x)

É...
A idéia lá corria solta
Subia a manga amarrotada social
No calor alumínio não tinha caneta nem papel
E uma idéia fugia
Era o rodo cotidiano (2x)

O espaço é curto quase um curral
Na mochila amassada uma quentinha abafada
Meu troco é pouco, é quase nada (2x)

Ô Ô Ô Ô Ô my brother (4x)

Não se anda por onde gosta
Mas por aqui não tem jeito, todo mundo se encosta
Ela some ela no ralo de gente
Ela é linda mas não tem nome
É comum e é normal

Sou mais um no Brasil da Central
Da minhoca de metal que corta as ruas
Da minhoca de metal
Como um Concorde apressado cheio de força
Voa, voa mais pesado que o ar
O avião do trabalhador

Ô Ô Ô Ô Ô my brother (4x)

O espaço é curto quase um curral
Na mochila amassada uma vidinha abafada
Meu troco é pouco, é quase nada (2x)

Não se anda por onde gosta
Mas por aqui não tem jeito, todo mundo se encosta
Ela some ela no ralo de gente
Ela é linda mas não tem nome
É comum e é normal

Sou mais um no Brasil da Central
Da minhoca de metal que entorta as ruas
Da minhoca de metal que entorta as ruas
Como um Concorde apressado cheio de força
Voa, voa mais pesado que o ar
O avião do trabalhador

Ô Ô Ô Ô Ô my brother (4x)


Reza Vela - O Rappa




Composição: Marcos Lobato / Rodrigo Valle / Marcelo Lobato / Marcelo Falcão / Xandão / Lauro Farias

Larara....
A chama da vela que reza
Direto com santo conversa
Ele te ajuda te escuta
Num canto coladas no chão as sombras mexem
Pedidos e preces viram cera quente
Pedidos e preces viram cera quente

A fé no sufoco da vela abençoada no dia dormido
O fogo já não existe ali saíram do abrigo
São quase nada
A molecada corre e corre e ninguém tá triste
A molecada corre e corre e ninguém tá

Se tudo move se o prédio é santo
Se é pobre mais pobre fica
Vira bucha de balão ao som de funk
E apertada tua avenida
A cera foi tarrada
Não se admire

Se tudo move se o prédio é santo
Se é pobre mais pobre fica
Vira bucha de balão ao som de funk
E apertada tua avenida
an an an a tua avenida,
an an an
A cera foi tarrada
Não se admire

Ta no céu não espere o tiro apenas
mire
A cera foi tarrada
Não se admire
Tá no céu balão de bucha não espere o tiro apenas
mire

(2x)
Depois da benção o peito amassado
É hora do cerol é hora do traçado
Quem não cobre fica no samba atravessado
Sobe balão no céu rezado

A chama da vela que reza
Direto com santo conversa
Ele te ajuda te escuta
Num canto coladas no chão as sombras mexem
Viram cera quente
Viram cera

A fé no sufoco da vela abençoada no dia dormido
O fogo já não existe ali saíram do abrigo
São quase nada
A molecada corre e corre e ninguém tá triste
A molecada corre e corre e ninguém tá triste
A molecada corre ninguém ta
A molecada corre ninguém ta

Se tudo move se o prédio é santo
Se é pobre mais pobre fica
Vira bucha de balão ao som de funk
E apertada tua avenida
A cera foi tarrada
Não se admire

Se tudo move se o prédio é santo
Se é pobre mais pobre fica
Vira bucha de balão ao som de funk
E apertada tua avenida
ah ah ah a tua avenida
An An An
A cera foi tarrada
Não se admire

Tá no céu o balão de bucha não espere o tiro apenas
mire
A cera foi tarrada nao se admire
Tá no seu balão de bucha não espere o tiro apenas
mire

(sobe balão nos eu rezado..larara
Sobe balão sobe balão sobe balão)

lararararara....

(A chama da vela que reza
Direto com santo conversa
Ele te ajuda te escuta
Num canto coladas no chão as sombras mexem
Pedidos e preces viram cera quente
Pedidos e preces viram cera quente

A fé no sufoco da vela abençoada no dia dormido
O fogo já não existe ali saíram do abrigo )


Nada será como antes - Milton Nascimento, Ronaldo Bastos




Nada será como antes - Milton Nascimento, Ronaldo Bastos

Eu já estou com o pé nessa estrada
Qualquer dia a gente se vê
Sei que nada será como antes amanhã

Que notícias me dão dos amigos?
Que notícias me dão de você?
Sei que nada será como está, amanhã ou depois de amanhã
Resistindo na boca da noite um gosto de sol

Num domingo qualquer, qualquer hora
Ventania em qualquer direção
Sei que nada será como antes, amanhã

Que notícias me dão dos amigos?
Que notícias me dão de você?
Sei que nada será como está, amanhã ou depois de amanhã
Resistindo na boca da noite um gosto de sol

Milagre dos peixes
- Wayne Shorter,Herbie Hancock
Stanley Clarke,Robertinho Silva -






Eu vejo esses peixes e vou de coração
Eu vejo essas matas e vou de coração à natureza
Telas falam colorido de crianças coloridas
De um gênio televisor
E no andor de nossos novos santos
O sinal de velhos tempos
Morte, morte, morte ao amor
Eles não falam do mar e dos peixes
Nem deixam ver a moça, pura canção
Nem ver nascer a flor, nem ver nascer o sol
E eu apenas sou um a mais, um a mais
A falar dessa dor, a nossa dor
Desenhando nessas pedras
Tenho em mim todas as cores
Quando falo coisas reais
E no silêncio dessa natureza
Eu que amo meus amigos
Livre, quero poder dizer
Eu vejo esses peixes e dou de coração

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

fui de ônibus

No instante da foto 1: o povo pacífico na Rodoviária de Tatuí, SP.
No instante da foto 2: a plataforma 6 do Terminal Rodoviário da Barra Funda, em São Paulo. Enxergou o pombo?
Fui de ônibus para Caraguatatuba. Fui e voltei.
Na ida, fui de Itapetininga para São Paulo de Viação Cometa, fiz baldeação através do Metrô para o Terminal Rodoviário do Tietê, aí tomei a Viação Pássaro Marrom com destino à São José dos Campos, e lá, na rodoviária de São José, Tt foi me encontrar com seu carro. Passamos no Supermercado Piratininga, compramos utilidades domésticas e descemos a serra rumo à Caraguatatuba, via Carvalho Pinto e Tamoios.
Tt foi motorista exemplar e viajamos na maior tranquilité (salve Bebucha!).
Irene nos esperava em casa e chegamos finalmente por volta das 18 horas.
Bueno... e dai se passaram 4 dias de sossego. Que bom!
Pois foi como queríamos e como aconteceu.
Só não durou mais porque os compromissos nos chamaram de volta á rotina.
Para retornar, usei a empresa Viação Litorãnea entre Caraguatatuba e São Paulo e depois fiz "o caminho da roça" (isto é, peguei o Cometa na Barra Funda e aqui estou voltando, Itapetininga...!)
Ps.: Tirei poucas fotos. Vergoinha básica... - tirar foto é sempre uma provocação e nem sempre tenho disposição para isso).
Serviço (des)importante:
Para fazer o trajeto São Paulo-Itapetininga e Itapetininga-SP de ônibus, você vai ter que viajar pela Viação Cometa, pois ela é a empresa que praticamente detém o monopólio do transporte de passageiros entre Itapetininga-SP.
Mas tudo bem, pois os serviços da empresa são bons, quase nunca dão problema.
Se você quiser ir ou vir entre São Paulo e Itapetininga, fora uns dois ou três horários "diretos" oferecidos pela Viação Cometa, você vai ter necessariamente que fazer escala em Tatuí. Isso vai atrasar sua viagem em cerca de 30 minutos, mas não há outra opção. (Já ouvi várias histórias de passageiros que, não sabendo que o ônibus faz escala em Tatuí, desembarcaram nessa cidade pensando que já estavam em Itapetininga e aí se meteram em fria.)
Bem, mas isso não vem ao caso.

Faces desenhadas nos morros ao longo da Rodovia Castelo Branco.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

resultado quase definitivo

Vão a seguir os resultados oficiais das eleições municipais para vereador e prefeito de Itapetininga.

Observação importante!!! A lista a seguir refere-se unicamente aos candidatos mais votados. A lista dos candidatos eleitos ainda está para ser definida, pois muitas ocorrências podem surgir até lá. Enfim, agora vamos torcer para que os que vão assumir as rédeas de Itapetininga exerçamo o poder sem nunca perder a probidade e o respeito pelas coisas públicas, que é o que todas as pessoas de bom senso esperam.



(fonte: http://g1.globo.com/Eleicoes2008/apuracao/0,,AUE0-15693-2-65471-PREFEITO,00.html)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

para todos os gostos

São cerca de 130 candidatos e candidatas a vereador/vereadora em Itapetininga.
Eu procuro dar atenção a todos, tanto aos que estão na coligação do Roberto, quanto aos que estão na coligação do "outro".

Confesso que tenho uma preferência pelos nossos, pois os acho, no geral, melhor informados e melhor intencionados que os candidatos que estão do outro lado, agruupados em torno de políticos muito suspeitos.

Pensando bem, escolher vereador é até mais difícil do que escolher um prefeito.
O candidato a prefeito é aquele sujeito que se expõe mais, sobre o qual sabemos muito mais informações.

Já o candidato a vereador é aquele outro sujeito que, em geral, conhecemos pouco e, pior, que está no meio da arena pública disputando um cargo em meio a mais de uma centena de outros candidatos.

E aí, então, como é que você escolhe o seu vereador?

Há muitos critérios disponíveis: simpatia, um certo grau de parentesco ou amizade, mas também pode ser pelo discurso do candidato seja tudo aquilo que você sempre esperou ouvir e, melhor ainda, o cara ainda transmite para você aquela convicção de ele é sério. Só sei que a televisão e o rádio parecem ter uma influência muito pequena na definição do candidato a vereador.

Pelo que eu ando vendo, a maioria das pessoas escolhe seu candidato a vereador seguindo a indicação de uma pessoa que ela confia e, portanto, o critério "grau de parentesco ou amizade", parece ser o mais importante.

Eu, pessoalmente, ainda não escolhi o meu candidato. Por duas razões: sou amigo de diversos candidatos e não quero magoar ninguém declarando minha preferência por esse ou aquele, e também porque eu havia feito uma promessa (uns dois anos atrás) de que não votaria nunca mais em nenhum candidato ao legislativo, seja vereador, deputado ou senador.

Mas nunca mais é algo que não se deve dizer, porque geralmente não se cumpre.
Enfim, tem candidato para todos os gostos.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

14 segundos para falar o que quiser

Sábado foi mais um dia de correria no estúdio do Lalo. Os candidatos a vereador foram chamados mais uma vez para gravarem novas mensagens para a televisão. O encontro com os vereadores é muito interessante, pois eles são, realmente, a voz do povo. É impressionante como eles têm informações sobre tudo ou quase tudo o que acontece na cidade. A disposição que têm para a discussão política também é outra característica marcante. Você pode reclamar de qualquer coisa sobre esse ou aquele candidato, mas de apatia e indiferença não. Todos são apaixonados pelo que fazem.
Você também pode até achar engraçado ou mesmo ridículo o que alguns candidatos falam nos seus poucos segundos na propaganda gratuíta na televisão. Mas isso é apenas porque eles têm poucos segundos. Pois, se vc parar para ouví-los vai perceber que eles, sem exceções, têm muito o que dizer.
Um encontro entre dois candidatos bem falantes. Amaury, que já é vereador e tenta a reeleição e Marcos Mota, radialista e apresentador de programa na TV a cabo.

Encostado no balcão, meu aluno e também candidato, o João. Também esperando a vez de gravar. Sentando, com a paciência que Deus lhe deu, o Lalo, que teve um sábado correndo para um lado e para o outro para atender os quase 60 vereadores que foram ao estúdio para fazer novas gravações.
Nice do Postinho esperando sua vez de gravar. Ela ficou indignada com a censura feita pelo André Marques ao seu texto. "Porque é que eu não posso criticar o adversário?? Ele tá metendo o pau no nosso prefeito, falando mentiras e mais mentiras!! E eu não posso criticar, responder com a verdade??" Não foi fácil convencê-la de que a linha que estamos adotando na campanha não permite que nossos candidatos respondam às críticas dos adversários. Sinceramente, nem eu mesmo as vezes me contenho e tenho uma baita vontade de falar umas poucas e boas para os nossos adversários. Mas, enfim, a ordem é não retrucar. E ordens são ordens.
A candidata Maria da Vila Nova gravando no estúdio.

O eloquente candidato a vereador Marco Mota. Ao perceber que eu estava fotografando, fez questão de dizer para mim: "Registre aí também que hoje, dia 30 de agosto de 2008, eu ouvi Deus me dizer que vou ganhar uma cadeira na Câmara dos Vereadores! Hoje eu entendi isso, pode escrever. Eu ouvi um sinal de Deus." Então, fica aqui registrado.

Homenagem à "Graúna", do Henfil

No final da década de 1970, eu era apenas um adolescente curioso quando, por acaso, frequentando a banca de jornais da rodoviária de Itapeti...